Não tem colé-colé: Ryan Garcia mal sentiu o peso do cinturão verde e ouro e o cronômetro já começou a correr. O Conselho Mundial de Boxe (WBC) foi direto ao ponto hoje, segunda-feira (23): o campeão tem exatamente 90 dias para apresentar seu plano de voo. Ou ele anuncia uma defesa voluntária para consolidar o reinado, ou parte para a unificação total da categoria meio-médio.
A Revanche que o Mundo Espera
A princípio, o caminho mais curto para a glória — e para o bolso — parece ser o acerto de contas. O promotor Oscar De La Hoya não fez mistério e confirmou nesta tarde que as conversas com o staff de Rolando “Rolly” Romero já estão em estágio de “aquecimento”.
Isso porque a derrota de Garcia para Romero em 2025 ainda é o assunto predileto dos críticos. Para De La Hoya, não há roteiro melhor do que Ryan defendendo seu novo título contra o homem que quase encerrou sua carreira um ano atrás. Portanto, preparem o coração, porque a revanche na Times Square pode ganhar um segundo capítulo ainda em 2026.
Ameaça no Horizonte: Shakur e Benn
Além disso, Garcia já começou a “falar grosso” no microfone. Logo após bater Barrios, ele desafiou abertamente Shakur Stevenson, chamando-o para o embate. Contudo, a situação é complexa, pois Conor Benn aparece como o desafiante obrigatório (mandatory) pelo WBC. Dessa forma, Garcia terá que jogar um xadrez político e esportivo: encarar o perigoso Benn para manter o cinturão ou abrir mão de tudo por uma superluta milionária contra Shakur ou uma revanche contra Romero.


