Antes de mais nada, o Resende Esporte Clube inicia uma nova fase administrativa em 2026. Isso porque o clube passará a ser controlado por um grupo liderado por Rogério Lourenço, ex-zagueiro com passagem por Flamengo, Cruzeiro, Vasco e Seleção Brasileira.
A Agência RTI Esporte apurou que operação envolve a aquisição de 100% das ações do clube. Assim, encerra um ciclo marcado por transições sucessivas desde a morte de Ricardo Igrejas, antigo proprietário, em 2021, vítima da Covid-19.
A mudança sinaliza não apenas uma troca de comando, mas uma tentativa de reposicionar o Resende dentro do futebol carioca. Após o falecimento de Igrejas, o clube acabou sendo adquirido no mesmo ano por Osmar Coaracy, que conduziu a gestão até a atual temporada.
Nesse período, por exemplo, o Resende passou por uma reconfiguração estrutural relevante. Isso porque sua sede acabou sendo transferida para Madureira, Zona Norte do Rio de Janeiro, no Centro de Treinamento Brasil Novo.
A decisão acabou sendo vista como uma alternativa operacional para reduzir custos e manter o funcionamento do departamento de futebol, em um momento de retração esportiva e, principalmente, financeira.
Ainda segundo apurou a reportagem, os novos proprietários anunciaram que a sede do clube será transferida para a Barra da Tijuca. O bairro concentra centros de treinamento, clubes formadores e maior proximidade com patrocinadores e parceiros comerciais.
Além da reorganização física, os novos gestores garantiram a presença do Resende no Campeonato Carioca da Série C em 2026. A sinalização é importante em um momento em que clubes tradicionais do interior fluminense enfrentam dificuldades para manter calendário.
Um projeto que busca reconstrução e identidade
Antes de tudo, a entrada de Rogério Lourenço no controle do Resende também carrega um componente simbólico. Ex-jogador com passagem vitoriosa por Flamengo e Cruzeiro, ele passa a integrar um grupo crescente de ex-atletas que assumem papéis centrais na gestão de clubes, apostando na combinação entre experiência de campo e administração profissional.
O sucesso do novo projeto dependerá da capacidade de transformar a reorganização administrativa em resultados esportivos e sustentáveis. Em um cenário cada vez mais competitivo no futebol do Rio de Janeiro, a nova gestão terá pouco espaço para erros se quiser recolocar o Resende no radar do futebol estadual.


