Crise nos bastidores paralisa negociação entre São Paulo e Flamengo por Marcos Antônio e Allan; saiba detalhes

Fragilizado politicamente, presidente perdeu margem de decisão e congelou acordo que envolvia Marcos Antônio
Crise nos bastidores paralisa negociação entre São Paulo e Flamengo por Marcos Antônio e Allan; saiba detalhes
Foto: Rubens Chiri/ São Paulo

Antes de mais nada, a negociação entre Flamengo e São Paulo envolvendo os volantes Allan Souza e Marcos Antônio não avançou. A fragilização política do presidente Júlio Casares impede a conclusão da operação.

A Agência RTI Esporte apurou que o Flamengo sinalizou que aceita emprestar Allan Souza ao São Paulo. Porém, condicionou o acordo à chegada de Marcos Antônio. O desenho da troca chegou a ser debatido nos bastidores e encontrou respaldo técnico inicial.

No entanto, o aval final dependia da presidência — e hoje essa caneta perdeu força no Morumbi. Júlio Casares enfrenta momento de pressão interna crescente e vê o Conselho Deliberativo articular abertura de um processo de impeachment.

Publicidade

Nesse cenário, decisões estratégicas foram simplesmente paralisadas. A crise de Júlio Casares não é apenas retórica. Internamente, dirigentes e conselheiros tratam o presidente como politicamente enfraquecido.

Assim, ele fica com margem limitada para autorizar negociações que envolvam impacto financeiro, salarial ou esportivo. O receio é que qualquer movimento feito agora seja questionado posteriormente, caso o processo de afastamento avance.

Ainda segundo apurou a reportagem, o departamento de futebol entrou em estado de contenção. A ordem passou a ser evitar novos compromissos até que haja definição institucional. O futebol, mais uma vez, ficou refém da política.

Do ponto de vista esportivo, o negócio atendia aos dois clubes. Allan Souza perdeu espaço no Flamengo. No São Paulo, o volante é avaliado como reforço imediato. Marcos Antônio, por sua vez, agrada ao Rubro-Negro pela versatilidade e pelo perfil mais funcional ao elenco atual.

Júlio Casares no centro do impasse político

Antes de tudo, o epicentro do problema é a crise de governabilidade instalada no São Paulo. Júlio Casares segue formalmente no cargo, mas enfrenta resistência interna suficiente para travar decisões estratégicas.

Conselheiros trabalham nos bastidores para viabilizar um pedido de impeachment, enquanto aliados tentam ganhar tempo e reorganizar a base política. O dia 14 vem sendo tratado como decisivo nos bastidores do Morumbi.

Reuniões do Conselho podem definir se a crise evoluirá para um processo formal ou se permanecerá como instrumento de pressão. Até lá, a orientação é clara: não avançar em negociações que dependam de assinatura presidencial.

Do lado do Flamengo, a postura é pragmática. O clube não abre mão da contrapartida técnica e não vê ambiente para avançar sem estabilidade do outro lado. Assim, o acordo ficou congelado porque o São Paulo hoje decide menos no campo e mais no plenário.

Compartilhe nas Redes!

Sobre o Autor