Antes de tudo, clássico grande se decide nos detalhes, e foi assim em Itaquera, na tarde deste domingo, 18. Corinthians e São Paulo travaram duelo intenso pela terceira rodada do Paulistão 2026, com domínio alternado, pressão constante e emoção até o fim.
O Tricolor saiu na frente ainda no primeiro tempo, mas o Timão buscou o empate na reta final. O Alvinegro contou com a força de mais de 44 mil torcedores, confirmando a tradição de jogo duro, disputado e sem espaço para acomodação.
Como foi o primeiro tempo?
O primeiro tempo do clássico pela terceira rodada do Paulistão 2026, na Neo Química Arena, teve domínio territorial do Corinthians desde os minutos iniciais. O time alvinegro pressionou a saída de bola e criou as principais chances. Matheus Bidu levou perigo em cobrança de falta logo no começo, e Yuri Alberto foi o jogador mais acionado no ataque, aparecendo bem em jogadas aéreas e infiltrações, mas sem conseguir balançar a rede.
O Corinthians manteve o controle da posse e chegou com frequência pelos lados do campo, especialmente pela esquerda. Até a metade da etapa inicial, o Timão empilhava finalizações e escanteios, enquanto o São Paulo encontrava dificuldade para infiltrar e apostava em lançamentos longos. Rafael trabalhou bem quando exigido. A defesa tricolor conseguiu se segurar mesmo sob pressão constante, mas cometeu erros pontuais na saída de bola.
Quando parecia acuado, o São Paulo foi eficiente. Aos 37 minutos, Danielzinho recebeu com liberdade pela esquerda e cruzou com precisão para Tapia, que subiu firme e cabeceou no canto, abrindo o placar na primeira finalização tricolor na partida. O Corinthians seguiu atacando até o intervalo, criou novas chances com Kayke, Matheuzinho e Yuri Alberto, reclamou de pênalti, mas parou em boas intervenções de Rafael e na falta de pontaria.
Como foi o segundo tempo?
O segundo tempo manteve o roteiro de pressão do Corinthians. O time da casa voltou trocando passes no campo ofensivo, rondando a área do São Paulo e acumulando escanteios. A equipe alvinegra criou chances em bolas paradas, especialmente em cabeceios de Gustavo Henrique, e seguiu reclamando de pênaltis em lances dentro da área, todos ignorados pela arbitragem. O Tricolor, por sua vez, buscou explorar contra-ataques, mas teve dificuldade para sustentar a posse.
Com o passar dos minutos, Dorival Júnior promoveu mudanças para dar mais agressividade ao Corinthians. As entradas de Matheus Pereira, Vitinho e Pedro Raul aumentaram a presença ofensiva, enquanto o São Paulo respondeu reforçando o meio de campo e apostando em maior compactação defensiva. Mesmo dominante até os 35 minutos, o Timão seguia esbarrando na falta de precisão nas finalizações e nas intervenções da defesa são-paulina.
A pressão, porém, surtiu efeito na reta final. Aos 44 minutos, Matheus Pereira encontrou Pedro Raul dentro da área, o atacante fez o pivô e rolou para Breno Bidon, que bateu de canhota para empatar o clássico. O São Paulo reclamou de impedimento no lance, mas o gol foi confirmado. O Corinthians ainda tentou a virada nos minutos finais, enquanto o Tricolor segurou o resultado até o apito final, diante de mais de 44 mil torcedores na Neo Química Arena.





