Em entrevista exclusiva ao RTI Esporte, Eduardo Alves analisou a vitória conquistada no último sábado, no Jungle Fight 144, evento realizado no BOPE, no Rio de Janeiro. Policial militar e atleta profissional de MMA, ele destacou o peso simbólico do cenário, detalhou o processo de preparação após três anos longe das competições e deixou claro o objetivo: disputar o cinturão da organização.
Vitória no BOPE carrega peso simbólico
Antes de tudo, vencer no Jungle Fight já representa um marco relevante no MMA nacional. No entanto, lutar e vencer em um cenário como o BOPE elevou ainda mais o significado da conquista.
“Só o fato de lutar no Jungle já é algo sensacional. Além disso, o evento ser realizado no BOPE me fez querer muito mais. Como policial militar, não teria cenário melhor”, afirmou Eduardo.
Com isso, a visibilidade do evento passou a gerar reflexos imediatos fora do cage. “Coisas boas já aconteceram e acredito que continuarão acontecendo”, completou.
Retorno ao MMA após três anos longe das competições
Nesse contexto, a vitória ganha ainda mais relevância quando observada sob a trajetória recente do atleta. Eduardo estava há três anos sem competir no MMA, afastado em função da rotina como policial militar e de uma sequência de lesões.
Ainda assim, quando a oportunidade surgiu, a resposta foi imediata. “Faltavam dois meses e eu aceitei na hora.”
Preparação focada nos pontos fortes
Apesar do longo período sem lutar, a parte física não foi um problema. Segundo o atleta, o trabalho físico sempre esteve em alto nível.
Dessa forma, a preparação foi direcionada para potencializar seus pontos fortes. “Focamos muito na explosão física. Eu sabia que, independentemente do adversário, teria condição de resolver no primeiro round, seja por nocaute ou finalização.”
Leitura de luta e instinto de definição
Durante o combate, o plano traçado se confirmou rapidamente. Eduardo percebeu que os golpes estavam surtindo efeito desde o início.
“Vi que ele sentiu cada chute que entrou. Então fui para cima para definir”, relatou.
Em seguida, após levar o adversário ao chão, a luta se encaminhou para o desfecho. “No ground and pound, ele tentou um leg lock, deu as costas, e o instinto finalizador falou mais alto. Consegui encaixar o mata-leão e fechar a luta.”
Jungle Fight como porta para o topo
Conhecido por revelar grandes nomes do MMA brasileiro, o Jungle Fight representa, para Eduardo, um novo patamar na carreira.
Por isso, ele não esconde a ambição. “Sem dúvida, essa vitória me coloca em outro nível. E eu quero muito mais.”
Objetivo claro: o cinturão
Por fim, o discurso é direto e sem rodeios. O foco agora é seguir evoluindo para alcançar o topo da organização.
“Quero fazer mais uma grande luta, mostrar ainda mais do meu trabalho e do meu potencial, e ganhar a oportunidade de brigar pelo cinturão do Jungle Fight.”
Assim, com método, confiança e metas bem definidas, Eduardo Alves deixa claro que a vitória no Jungle Fight 144 não é um ponto de chegada, mas o início de uma nova fase na carreira.


