Antes de mais nada, o técnico Fernando Diniz analisou a primeira derrota do Vasco na temporada, na noite desta quarta-feira (21). Sua equipe sofreu o revés por 1 a 0 diante do Flamengo, no Maracanã, em jogo pela terceira rodada do Cariocão 2026. O treinador reconheceu a superioridade do rival no primeiro tempo, mas deixou claro que a expulsão logo no início da etapa final mudou completamente o cenário da partida e, na sua avaliação, foi decisiva para o resultado.
Questionado sobre a saída de bola lenta, Diniz discordou da crítica de forma absoluta. Para ele, o problema não foi a proposta, mas a execução em alguns momentos. “Os melhores momentos nossos foram quando a gente saiu jogando de trás. Inclusive, a melhor chance com o GB foi numa troca de passes bem feita. Em alguns momentos, a gente tocou mais para trás do que devia, mas não acho que foi lento todas às vezes”, afirmou.
Ao comentar a postura do Vasco no primeiro tempo, o treinador foi direto. Admitiu que o Flamengo foi melhor e que sua equipe não conseguiu jogar dentro das próprias características. “Concordo que a gente não ficou à vontade para fazer o jogo que precisava. O Flamengo jogou melhor que a gente no primeiro tempo”, disse. Ainda assim, destacou que o time voltou diferente do intervalo, mesmo que por poucos minutos antes da expulsão.
O que disse Fernando Diniz sobre o cartão vermelho a Barros?
Sobre o cartão vermelho aplicado a Barros, Diniz não escondeu a indignação. “Para mim, foi uma expulsão meio ridícula, sem sentido nenhum. Não teve força excessiva, não teve risco de lesão. Zero. Aquilo condicionou completamente o segundo tempo”, criticou, acrescentando que o critério será dificilmente mantido ao longo do campeonato.
O técnico também falou sobre a ausência de Rayan e reconheceu o impacto da saída do jogador. Segundo Diniz, o Vasco não tem condições financeiras de repor alguém com as mesmas características. “Vai ser muito difícil achar outro Rayan. A gente não vai ter 35 milhões de euros para pagar”, afirmou, reforçando que o elenco terá de se adaptar com soluções coletivas.
Por fim, Diniz afastou a ideia de que o tabu contra o Flamengo tenha pesado psicologicamente. Para ele, o problema foi técnico e tático. “Não acho que o tabu atrapalhou. A gente jogou mal no primeiro tempo. Faltou pressionar melhor e jogar mais dentro das nossas características”, concluiu, mantendo o discurso de correção de rota sem dramatização.


