Antes de mais nada, os empresários do volante Danilo acionaram a SAF do Botafogo na Justiça cobrando o pagamento de R$ 6,9 milhões. O valor é referente à comissão pela compra do jogador junto ao Nottingham Forest, da Inglaterra.
A Agência RTI Esporte apurou que os agentes solicitam que o montante seja quitado em até três dias. Caso o pagamento não seja efetuado dentro do prazo estipulado, o pedido judicial inclui uma série de medidas coercitivas, que podem impactar a operação financeira do clube.
Entre as solicitações estão o bloqueio de contas bancárias, penhora de cotas de transmissão, valores a receber junto a entidades esportivas e patrocinadores. Além disso, a ação indica o bloqueio de até 20% do faturamento mensal do Botafogo, até a quitação total da dívida.
O valor cobrado corresponde à comissão contratualmente prevista no acordo firmado quando o Botafogo concretizou a contratação de Danilo junto ao clube inglês. Os representantes do atleta alegam que o débito está vencido e que o clube não cumpriu os termos acordados.
Nos últimos dias, os empresários de Danilo chegaram a cogitar uma transferência do volante para o Flamengo ou Palmeiras, explorando o cenário de atrasos salariais e pendências de FGTS por parte do Botafogo.
Ainda segundo apurou a reportagem, a movimentação acabou sendo interpretada como uma forma de pressionar o clube carioca a regularizar os débitos. Diante do avanço da situação, o Botafogo efetuou o pagamento de parte das dívidas trabalhistas.
Isso, aliás, esfriou momentaneamente qualquer possibilidade de saída imediata do jogador alvinegro. Ainda assim, a pendência relacionada à comissão dos agentes seguiu sem resolução nos bastidores do Botafogo.
Bastidores e pressão de mercado
Antes de tudo, o Botafogo trata o tema como uma questão jurídica em andamento e tenta ganhar tempo para evitar medidas mais duras, que poderiam comprometer receitas futuras e o fluxo de caixa da SAF.
Por fim, o desfecho do caso passa agora pelo prazo estabelecido na ação. Caso não haja acordo ou pagamento imediato, o clube pode enfrentar impactos diretos em suas finanças, em meio a um cenário já pressionado por obrigações no mercado da bola e no futebol profissional.


