Antes de mais nada, a rescisão contratual do zagueiro Rodrigo Ely representa mais do que uma mudança esportiva no Grêmio. Do ponto de vista financeiro, a saída do defensor gera uma economia significativa ao clube gaúcho.
A Agência RTI Esporte apurou que o clube gaúcho se desvinculou de um contrato válido até dezembro de 2027 e de um salário mensal estimado em R$ 540 mil. A liberação de Rodrigo Ely reduz de forma relevante o comprometimento da folha salarial nos próximos anos.
Em um cenário de quase dois anos completos de contrato, o valor bruto que deixará de ser desembolsado supera a casa dos R$ 12 milhões, sem contar encargos trabalhistas, direitos de imagem e premiações vinculadas.
A decisão pela rescisão acabou sendo construída em comum acordo. Rodrigo Ely teve o nome colocado na lista de jogadores dispensáveis. Fora dos planos do técnico Luís Castro, a chegada da proposta do Almería, da Espanha, acelerou a saída do defensor.
Ainda segundo apurou a reportagem, o zagueiro chegou a receber oferta do Middlesbrough, da Inglaterra. No entanto, o jogador tinha acordo verbal com o clube espanhol. Por isso, acabou rechaçando a possibilidade de voltar à Inglaterra.
O zagueiro acertou contrato de dois anos. O acordo, aliás, possui cláusula de extensão do vínculo por mais uma temporada. O termo aditivo ficou atrelado a metas esportivas que precisam ser cumpridos ao longo do vínculo.
Alívio na folha reforça política de ajuste do clube
Antes de tudo, Rodrigo Ely vem sendo interpretada como parte de um movimento mais amplo de racionalização de custos. Com a economia gerada, o Grêmio ganha fôlego para contratar jogadores com perfil mais compatível com o custo-benefício desejado.
Contratado em 2023, o camisa 5 disputou 57 partidas e marcou um gol pelo Grêmio. Nesse ínterim, integrou o elenco que venceu o Campeonato Gaúcho de 2024. Ao longo da carreira, passou por Milan, Alavés e Nottingham Forest.





