O dia 4 de abril promete devolver ao boxe um clima que remete diretamente aos tempos áureos da década de 1990. Na O2 Arena, em Londres, o duelo entre Deontay Wilder e Derek Chisora carrega o peso simbólico dos grandes confrontos do passado, quando nomes como Evander Holyfield e Mike Tyson transformavam cada luta em um acontecimento global.
Não se trata de uma comparação direta de currículos, mas, sobretudo, de atmosfera. Hoje, dois pesos-pesados conhecidos do grande público se enfrentam com estilos opostos e trajetórias construídas em lutas duras. Por isso, a expectativa gira em torno do risco real a cada round — algo que marcou profundamente a era dourada do boxe.
De um lado, Wilder chega com o mesmo cartão de visitas que o transformou em um dos nomes mais temidos de sua geração: uma direita devastadora, capaz de mudar o rumo de uma luta em segundos. Por outro, Chisora representa resistência, pressão constante e confronto físico, lutando em casa e disposto a transformar cada round em desgaste puro.
Além disso, o contexto amplia a importância do combate. Assim como nos grandes duelos dos anos 90, o que está em jogo vai além da simples vitória. Há, sobretudo, afirmação, sobrevivência e legado. Cada golpe pode definir carreiras, reposicionar nomes e reacender debates sobre o peso-pesado no cenário mundial.
Dessa forma, Londres se prepara para uma noite que promete tensão do primeiro ao último segundo. Quando o sino tocar, não será apenas mais uma luta no calendário. Será boxe raiz, confronto de gigantes, daqueles que fazem o público levantar da cadeira.
No dia 4 de abril, na O2 Arena, não tem colé-colé





