Antes de mais nada, o Grêmio avançou nas negociações para contratar o volante Juan Nardoni, do Racing. O jogador de 23 anos se tornou um dos alvos pedidos pelo técnico Luís Castro no mercado da bola.
A Agência RTI Esporte apurou que o Grêmio encontrou resistência do clube argentino. A proposta apresentada pelo Tricolor Imortal foi de US$ 6 milhões (R$ 31,5 milhões, na cotação atual) mais a inclusão do atacante Alexander Aravena no negócio.
A resposta do Racing, no entanto, acabou sendo negativa. O clube argentino apresentou uma contraproposta que eleva o valor total da operação para algo em torno de US$ 7,5 milhões (R$ 39,4 milhões), sem incluir jogadores como parte do acordo.
A diferença financeira mantém a negociação em aberto, mas evidencia a postura firme do Racing em relação ao valor de mercado do atleta. A diretoria gremista, por outro lado, avalia a movimentação com cautela.
A inclusão de Alexander Aravena na proposta inicial acabou sendo entendida como tentativa de reduzir o desembolso financeiro imediato. Porém, não sensibilizou o Racing, que prefere uma negociação majoritariamente em dinheiro.
Ainda segundo apurou a reportagem, apesar da recusa inicial, as conversas seguem. O Grêmio estuda alternativas para se aproximar da pedida argentina. No entanto, também considera o impacto da operação no planejamento financeiro da temporada.
O desfecho da negociação dependerá da capacidade de o Grêmio ajustar sua proposta aos termos exigidos pelo Racing. Até lá, o negócio segue em compasso de espera, mas com potencial de se tornar histórico para o clube gaúcho.
Negócio pode estabelecer novo recorde no clube
Caso a contratação seja concretizada nos valores discutidos, Juan Nardoni se tornará a contratação mais cara da história do Grêmio, superando a chegada de Tetê, até hoje o maior investimento do clube no mercado.
O possível recorde financeiro aumenta o nível de debate sobre a operação. A diretoria entende que o investimento elevado só se justifica se houver retorno esportivo imediato e potencial de valorização em médio prazo.
No Racing, por exemplo, a avaliação é de que o volante é um dos principais ativos do elenco, o que explica a postura firme nas negociações. O clube argentino não tem urgência em vender e trabalha com a possibilidade de mantê-lo caso a pedida não seja atendida.





