Antes de mais nada, o Flamengo recebeu uma proposta do Al-Ittihad Jeddah, da Arábia Saudita, por Jorge Carrascal. O jogador colombiano, de 27 anos, também interessa ao Napoli, da Itália, no mercado da bola.
A Agência RTI Esporte apurou que o clube saudita ofereceu US$ 20 milhões (R$ 104,7 milhões, na cotação atual), valor considerado insuficiente pela diretoria rubro-negra. A oferta, aliás, é inferior, a apresentada anteriormente pelo Napoli.
Os italianos chegaram a oferecer 20 milhões de euros (R$ 123,8 milhões), também sem sucesso nas tratativas. Internamente, o Flamengo já deixou claro aos interessados que só aceitará iniciar conversas em caso de propostas acima de 30 milhões de euros (R$ 185,7 milhões).
A postura firme faz parte da estratégia do clube de valorização de ativos e manutenção de jogadores considerados relevantes para o projeto esportivo. Além disso, a diretoria entende que o mercado europeu costuma testar valores iniciais abaixo da expectativa.
No entanto, trabalha com a convicção de que o atleta colombiano possui potencial de valorização maior, seja pelo desempenho esportivo, seja pelo cenário de escassez de jogadores com seu perfil no mercado da bola.
Ainda segundo apurou a reportagem, o Flamengo sequer abriu negociação formal com o Napoli após a sinalização dos valores. A avaliação foi de que a proposta não refletia o status do jogador nem o momento financeiro do clube.
Isso porque a diretora não tem necessidade imediata de realizar vendas. A política de só negociar acima de determinado patamar financeiro já foi adotada em outros casos recentes e vem sendo vista como fundamental para sustentar o poder de investimento do clube.
Diretoria adota postura firme no mercado internacional
Antes de tudo, a posição do Flamengo em relação a Jorge Carrascal se insere em um contexto mais amplo de controle estratégico das negociações internacionais. O clube avalia que não há motivo para ceder diante de propostas abaixo do valor estipulado.
Isso porque o Flamengo possui um cenário de estabilidade financeira. Internamente, o entendimento é de que apenas uma oferta considerada fora do padrão, acima de 30 milhões de euros (R$ 185,7 milhões), justificaria a abertura de conversas.
Até lá, a tendência é de manutenção do jogador colombiano no elenco. Qualquer mudança de postura dependerá exclusivamente da adequação dos valores e, principalmente, às exigências do clube no mercado da bola.





