Antes de tudo, uma negociação que prometia agitar o futebol português acabou por ter um desfecho inesperado. O atacante André Luiz, ex-Flamengo e um dos destaques do Rio Ave na temporada, esteve muito próximo de reforçar o Benfica, mas viu o negócio ser travado nos bastidores.
Em vez de rumar a Lisboa, o jogador acabou transferido para o Olympiacos, da Grécia, clube pertencente ao mesmo grupo empresarial liderado por Evangelos Marinakis. A movimentação teve impacto direto na dinâmica do mercado em Portugal.
André Luiz vivia a melhor época da carreira, com sete gols e cinco assistências em 19 jogos, números que o colocaram entre os jogadores mais influentes da Liga Portuguesa. O desempenho despertou o interesse dos encarnados. Porém, encontraram dificuldades para chegar a um acordo com o Rio Ave.
O Rio Ave, por sua vez, manteve uma postura firme e exigiu valores elevados pela transferência, próximos da cláusula de rescisão. Diante do impasse, surgiu a alternativa interna do Grupo Marinakis que chegou a ponderar comprar a SAF do Botafogo.
O Olympiacos entrou em cena, apresentou uma proposta considerada satisfatória e conseguiu assegurar o atacante, desviando-o do radar do Benfica. A operação ilustra a força dos grupos empresariais no futebol europeu, capazes de direcionar ativos entre clubes sob a mesma administração.
No caso do centroavante brasileiro, a influência de Evangelos Marinakis acabou sendo determinante para impedir a sua ida para um rival direto na Liga Portuguesa, reforçando ao mesmo tempo, o plantel da equipe grega.
Clayton, ex-Vasco, também seguiu o mesmo caminho
Ainda mais, além de André Luiz, outro protagonista do Rio Ave percorreu a mesma rota. Clayton Silva, ex-Vasco da Gama, também vivia grande fase em Portugal, com 10 gols e cinco assistências em 19 partidas, e acabou contratado pelo Olympiacos.
Os dois brasileiros formavam a principal referência ofensiva da equipe do Norte do país e eram uma das duplas mais temidas da competição. A saída simultânea dos atacantes representou uma perda significativa para o Rio Ave e alterou o equilíbrio competitivo da liga.
Para o Benfica, ficou o sentimento de oportunidade perdida. Em suma, para o mercado, o episódio reforçou o debate sobre competitividade, influência empresarial e os limites da atuação de grupos “multiclubes” no futebol moderno.
*André Freixo, enviado especial da Agência RTI Esporte, direto de Portugal





