Antes de tudo, o Grêmio conseguiu uma virada emocionante sobre o Botafogo, vencendo por 5 a 3 na Arena do Grêmio, pelo Brasileirão. O técnico Luis Castro destacou a importância da reação da equipe e o papel da torcida na superação do placar adverso no intervalo. “Um protagonismo grande da torcida. Mesmo na injustiça que havia ao intervalo, sentir o estádio a incentivar e os jogadores a responderem”, disse.
Em seguida, Castro elogiou a postura dos jogadores diante da pressão e das adversidades. “As vitórias trazem confiança, trazem mais paz, aumentam os elos entre todos. Perceber que a equipa não podia abandonar o plano e a estratégia para o jogo, debaixo de um resultado adverso, mostra uma equipa forte animicamente”, afirmou.
Além disso, sobre a entrada de Amuzu no segundo tempo, substituindo Pavón, o treinador explicou que a decisão foi estratégica. “O Pavón tinha dado boas indicações nos dias anteriores. O Amuzu tinha estado com alguns problemas, então optamos pelo Pavón no início. No intervalo, percebemos que tínhamos de mudar claramente algumas situações de jogo e eles mudaram e fizeram-no bem”, disse Castro.
Luís Castro explicou a opção pelo sistema defensivo do Grêmio
O técnico também comentou sobre o sistema defensivo, que sofreu três gols, e a escolha por Balbuena na zaga. “Depois de um resultado 5 a 3, estar a individualizar parece-me tirar foco. Jogar o Balbuena ou jogar o Gustavo Martins era igual, íamos ter a mesma produção. O interesse é que todos os jogadores que entraram acrescentaram, isso é ser uma equipa”, explicou.
Ademais, Castro elogiou a entrega coletiva e a administração das ações em campo. “Estou muito feliz pelos meus jogadores, estou muito feliz pela torcida. Treinamos aquilo que mais apreciamos: ver a administração feliz, a torcida feliz e os jogadores felizes. Foi um jogo enquanto equipe”, afirmou.
Sobre os aspectos mentais, o treinador destacou a importância da força psicológica para superar os desafios. “A parte mental comanda todas as outras dimensões: técnica, tática e física. O que mais quis nestes dias foi mostrar que podíamos ter empatado ou ganhado partidas em que sofremos nos últimos minutos. O Grêmio mostrou capacidade de reagir e seguir em frente”, avaliou.
Para concluir, Castro valorizou o futebol ofensivo e o resultado positivo. “Agora, se me disserem, preferias ganhar 2 a 0 ou 5 a 3? 5 a 3. Gostei de ver a minha equipa marcar cinco gols. Isso é o que mais aprecio no futebol ofensivo”, disse, destacando o equilíbrio entre ofensividade e mentalidade coletiva como chave da vitória gremista.





