Cruzeiro: após nova derrota, jogadores divergem de Tite e admitem falhas coletivas

Lucas Romero e Kaio Jorge falam em autocrítica, oscilação e pedem reação após virada sofrida para o Coritiba
Cruzeiro: após nova derrota, jogadores do Cruzeiro divergem de Tite e admitem falhas coletivas
Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro

Antes de tudo, a segunda derrota consecutiva no Campeonato Brasileiro ligou o alerta no Cruzeiro. A equipe saiu na frente do Coritiba, mas sofreu a virada por 2 a 1, no Mineirão, e terminou a rodada na lanterna da competição. Após o jogo, o técnico Tite citou falta de efetividade, enquanto os jogadores adotaram um discurso mais autocrítico.

Capitão da equipe, Lucas Romero admitiu que o time ainda busca respostas para a queda brusca de rendimento. O volante reconheceu que o Cruzeiro fez um bom primeiro tempo, mas voltou a cair de produção após o intervalo, problema que vem se repetindo neste início de temporada.

Segundo Romero, o elenco precisa assumir responsabilidades e trabalhar para reencontrar o caminho das vitórias. “Hoje essa resposta não tem. Temos que encontrar esse caminho trabalhando. Somos autocríticos e sabemos que precisamos melhorar, especialmente no segundo tempo”, afirmou.

O argentino também saiu em defesa de Tite e rejeitou a ideia de que o treinador seja o principal responsável pelo momento ruim. Para ele, a cobrança precisa ser compartilhada. “Bater no Tite é fácil. Ele não é o culpado. Nós, jogadores, temos muitas coisas para melhorar”, declarou.

Kaio Jorge se queixou de mudança de estilo para justificar tropeços do Cruzeiro?

Kaio Jorge, um dos principais investimentos do clube, também demonstrou incômodo com o início irregular do Cruzeiro no Brasileirão. O atacante admitiu frustração pessoal e coletiva, mas pediu paciência à torcida, ressaltando que o trabalho ainda está no começo.

Por fim, Kaio apontou a mudança de estilo de jogo como um dos fatores que explicam a queda ofensiva. Segundo ele, o time deixou de apostar tanto nas transições rápidas e passou a ter mais posse de bola, o que exige adaptação. “São estilos diferentes, e os adversários também estudam mais. A gente precisa ajustar”, concluiu.

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