O Palmeiras anunciou a contratação de Jhon Arias no último sábado,07. A operação para a contratação do jogador custou cerca de R$ 155 milhões. O colombiano era um sonho antigo do alviverde, que chegou a apresentar proposta pelo jogador quando ainda era atleta do Fluminense.
Desta vez, o Palmeiras fez o que o mercado pede, profissionalismo. O clube de Leila Pereira entendeu o momento de apresentar proposta por um jogador valorizado, num time em crise. O Fluminense tinha prioridade. Honestamente, prioridade fake, para enganar torcedor.
Jhon Arias prometeu o que não podia cumprir
Jhon Arias levado pela emoção, prometeu voltar ao Brasil para defender o Fluminense. Esse foi o seu erro. O torcedor pode não entender, mas jogador é o último a opinar em negociações. Muitas vezes nem é consultado, e o seu papel é apenas aceitar.
Jhon Arias foi contratado pelo Fluminense em 2021, após fazer um grande jogo contra o tricolor atuando pelo Santa Fé. Chegou, demorou para se adaptar, se adaptou, se tornou um jogador importante e virou indispensável. Quem sou eu para definir quem é ou não é ídolo. Mas na minha opinião, Jhon Arias é ídolo eterno do Fluminense.
Foi um dos principais nomes na conquista da Libertadores da América em 2023. Jhon Arias sepultou o fantasma da LDU em 2024, sendo decisivo na decisão da Recopa Sul-Americana. Será que o torcedor esqueceu quem pegou a bola para bater o pênalti, no mesmo Maracanã de 2008?
Árias é ídolo. Pode ter errado. E acho que errou. Jhon Árias era um dos principais nomes do futebol brasileiro, foi no tricolor que chegou a seleção da Colômbia. Pelo Fluminense foi um dos principais nomes do Mundial de 2023 e da Copa do Mundo de Clubes de 2025.
O Fluminense precisa ser comandado com profissionalismo
Mas o futebol precisa ser tratado com profissionalismo. E isso está longe do Fluminense. O time que tem a sua “fábrica” de Xerém segue sem caixa. O Fluminense se tornou especialista em revelar e vender barato para depois ver seus ativos em concorrentes.
Jhon Arias tinha acabado de renovar contrato com o Fluminense até 2028. Jhon Arias recebia cerca de R$ 2.5 milhões por mês. Mas escolheu viver o sonho da Europa. Acertou com um time que fatalmente brigaria contra o rebaixamento. Foi para ganhar menos. Não se adaptou, foi questionado.
Mas o torcedor precisa saber quem errou. Dirigente algum deve liberar jogador para viver seu sonho. E o sonho do torcedor? Tem contrato? Cumpra. Não quer cumprir? Pague a multa. Mas Mário Bittencourt do alto da sua altivez, entendeu que deveria fazer caridade. Leila Pereira agradece.
Futebol não é lugar de caridade, Leila Pereira fez a feira
Enquanto o Fluminense viver para fazer caridade, vai revelar ou descobrir jogadores, vender barato e fazer o torcedor ficar frustrado. Como eu disse no começo, Jhon Arias é apenas mais uma vítima do sistema. Talvez ele até quisesse voltar para o Fluminense. Mas ele descobriu da pior maneira possível, que não manda na própria carreira.
Futebol é negócio e negócio custa caro. Por fim, vi nas redes sociais muitos torcedores do Fluminense passando dos limites. Claro que o torcedor tem que tá puto. Mas é preciso respeitar e entender o limite da crítica.
É pesado e até criminoso lembrar da depressão de Jhon Arias e do falecimento da sua avó, mulher que o criou. Tá errado, cobrem profissionalismo de quem comanda o clube. Por fim, exerçam o direito de torcedor, seja sócio. Escolha melhor quem vai comandar o clube. Não deixe ninguém tomar o clube de assalto.
Como eu digo sempre, depois não diga que a cigana enganou.





