No dia 28 de fevereiro, em Glendale, no Arizona, Estados Unidos, Emanuel Navarrete e Eduardo Núñez se enfrentam pela unificação do título mundial dos superplumas, em um duelo que promete influenciar diretamente o cenário do boxe internacional.
O boxe gosta de noites em que o tempo parece parar. Por isso, esta tende a ser uma delas. Emanuel Navarrete chega como protagonista do evento, trazendo na bagagem títulos em múltiplas categorias.
Além disso, impõe ritmo alto, pressão constante e um volume de golpes capaz de desgastar qualquer adversário. Seu estilo pouco ortodoxo, por sua vez, quebra padrões e costuma decidir lutas pela insistência.
Do outro lado, Eduardo Núñez vive o momento mais importante da carreira. Para ele, oportunidades como essa são raras. Assim, o desafio vai além dos cinturões, pois representa afirmação e permanência entre a elite. Núñez aposta na disciplina, na estratégia e na leitura de luta para transformar a noite em ponto de virada.
Mais do que palco, Glendale será testemunha. Dentro do ringue, histórico não luta, favoritismo não protege e promessas não garantem resultado. Por isso, cada round exige atenção total. Em consequência, qualquer erro custa caro e todo acerto pode mudar destinos.
No fim, como sempre, o boxe fará o que sabe fazer melhor: separar expectativa de realidade. Dessa forma, grandes combates seguem sendo definidos por coragem, risco e decisão.
Porque no boxe de verdade, não tem colé-colé.





