Primeiramente, o Bahia largou atrás na segunda fase preliminar da Copa Libertadores ao ser derrotado por 1 a 0 pelo O’Higgins, em Rancagua. O Tricolor teve mais posse de bola e pressionou principalmente no segundo tempo, mas pagou caro por um início desligado e não conseguiu transformar volume de jogo em resultado fora de casa.
Como foi o primeiro tempo?
O Bahia começou a partida tentando se impor, mas quem saiu na frente foi o O’Higgins. Logo aos três minutos, Francisco González fez grande jogada individual: ganhou na velocidade, deixou marcadores para trás e acertou chute colocado de fora da área, sem chances para Ronaldo. Um golaço que mudou o panorama do confronto ainda no início.
Depois do gol, o Bahia teve mais posse de bola, mas encontrou dificuldades para furar a marcação chilena. Ademir tentou jogadas individuais e cruzamentos, Kike Olivera buscou infiltrações pela esquerda e Jean Lucas arriscou lançamentos, porém sem efetividade. O O’Higgins respondeu nos contra-ataques e quase ampliou com Bryan Rabello, que levou perigo em lance dentro da área.
Considerando esse cenário, Rogério Ceni mexeu cedo, sacando Erick para a entrada de Caio Alexandre na tentativa de dar mais organização ao meio-campo. O Tricolor melhorou com a alteração, pressionou e criou sua melhor chance nos acréscimos. Ademir cabeceou após lançamento, e Kike tentou no rebote, mas a defesa travou. O primeiro tempo terminou quente, com confusão após falta de Acevedo e cartões amarelos distribuídos antes do intervalo para Acevedo e Juan Leira. Parcial: 1 a 0 para o O’Higgins.
Como foi o segundo tempo?
Na volta do intervalo, o Bahia tentou acelerar o ritmo e passou a ocupar mais o campo de ataque contra o O’Higgins. Jean Lucas apareceu bem pela esquerda, Acevedo arriscou de fora e o Tricolor empilhou escanteios, mas sem transformar volume em gol. Do outro lado, o time chileno seguiu perigoso nas bolas longas e quase ampliou em lance de Francisco González, salvo por Ronaldo.
Aos nove minutos, Arnaldo Castillo chegou a marcar de cabeça após cruzamento da direita, mas o lance foi revisado e anulado por falta em Ademir na origem da jogada. O susto acordou o Bahia, que respondeu com finalizações de Acevedo e Gabriel Xavier, além de cabeçada de Everaldo defendida por Carabalí.
Rogério Ceni mexeu no time com as entradas de Everaldo, Erick Pulga e Gilberto para aumentar a pressão. O Bahia passou a rondar a área, principalmente em cruzamentos de Juba e Caio Alexandre, mas esbarrou na falta de precisão. Ainda houve espaço para contra-ataques do O’Higgins, em erros pontuais na saída de bola.
Nos minutos finais, o Tricolor manteve a pressão, porém sem efetividade nas conclusões. O placar não mudou. Derrota por 1 a 0 fora de casa, fim da sequência invicta na temporada e decisão aberta para a volta. Para avançar, o Bahia precisa vencer por dois gols de diferença; triunfo por um leva a disputa para os pênaltis. Libertadores é detalhe — e o detalhe fez a diferença no Chile.





