Antes de tudo, o Bahia largou em desvantagem na segunda fase preliminar da Copa Libertadores ao perder por 1 a 0 para o O’Higgins, em Rancagua, no Chile. Após a partida de ida, o técnico Rogério Ceni reconheceu a atuação abaixo do esperado, mas manteve confiança na reação.
“O 1 a 0, em Copa Libertadores, acontece bastante. Nós temos que estar preparados para reverter e contamos muito com o apoio do nosso torcedor. Temos que fazer um jogo bem superior, bem melhor do que foi hoje fora de casa para conseguir essa vaga, mas temos total convicção e confiança que conseguiremos reverter esse placar”, afirmou.
Sobre a mudança promovida após o gol sofrido, o treinador explicou o ajuste tático pelo lado esquerdo. “Na verdade, o Kiki recebeu muitas bolas sozinho, porque ele se incumbia de acompanhar muitas vezes o Juba e depois o Santi marcar. Quando colocamos o Caio para trabalhar junto com o Nico, com o Jean, com o William descendo, o Kiki passou a ser praticamente um segundo atacante entre lateral e zagueiro. Tinha espaço para o Juba receber essa bola e tentar o dois contra um.”
Ceni admitiu que o time sofreu na etapa inicial. “No primeiro tempo, nós estávamos sofrendo bastante sem a bola. Depois começamos a ter um pouco mais a bola. Melhorou bastante no segundo tempo. O Juba chegou algumas vezes pelo fundo, fizemos algumas tramas, especialmente pelo lado esquerdo. A melhor oportunidade foi aquela do Jean.”
Rogério Ceni criticou a atuação coletiva do time do Bahia no Chile?
O técnico foi direto ao avaliar o desempenho coletivo. “Hoje, principalmente no primeiro tempo, talvez o único jogador que jogou próximo ao que sempre joga foi o Nico. De resto, todos fomos abaixo do nosso padrão. Não vencemos muitos duelos, não ganhamos um contra um pelos lados. Não tivemos um drible, uma jogada individual que nos levasse a finalizar.”
Ao comparar com a equipe da temporada anterior, ele reconheceu mudanças. “Eram times distintos. Era muito mais vistoso jogar com o time de 2025. Hoje mudou um pouco a qualidade técnica e a parte de conjunto. O Caio voltou de lesão um pouco abaixo, o Jean caiu um pouco de produção, e a ausência do Everton pesa bastante.”
Por fim, explicou a escolha por Caio Alexandre após o gol sofrido, quando optou pela saída de Erick. “O jogo pedia alguém que desse mais controle, para que a bola não fosse bater na frente e voltar. Precisávamos girar essa bola e começar a fazer tabelas por dentro para chegar ao gol adversário. Essa foi a opção. O time vinha muito mal no começo do jogo.”





