Antes de mais nada, o Botafogo e o volante Willian Arão, atualmente no Santos, firmaram acordo para encerrar a disputa judicial que se arrastava desde o fim de 2015. O entendimento coloca ponto final em um dos episódios mais controversos da história recente do clube.
A Agência RTI Esporte apurou que o valor depositado em juízo em 2021 — cerca de R$ 4,85 milhões — será atualizado monetariamente pela Justiça do Trabalho e dividido de forma igual entre o jogador e o Botafogo associativo.
O que aconteceu em 2015?
Antes de tudo, a origem do conflito remonta ao término da temporada de 2015. Naquele momento, o contrato de Arão previa uma cláusula de renovação automática por mais um ano, condicionada ao pagamento de R$ 400 mil por parte do Botafogo.
A diretoria alvinegra, a princípio, alegava ter exercido a cláusula de extensão dentro do prazo previsto e considerava o vínculo estendido até o fim de 2016. O jogador, por sua vez, contestou a validade da renovação automática.
Amparado por seus representantes, Willian Arão entendeu que o mecanismo não atendia aos requisitos legais. Desse modo, optou por não se reapresentar ao clube na temporada seguinte. Pouco depois, acertou sua transferência para o Flamengo, onde atuou entre 2016 e 2022.
A saída gerou forte reação interna no Clube da Estrela Solitária. Carlos Eduardo Pereira, então presidente do Botafogo, ingressou com ação na Justiça do Trabalho pleiteando indenização por quebra contratual do jogador.
Decisão judicial e acordo final
Em 2019, a Justiça deu ganho de causa ao Botafogo. O valor da indenização acabou ficando fixado em R$ 4 milhões. No entanto, o montante passou a ser corrigido ao longo dos anos. Em 2021, por exemplo, a quantia atualizada que acabou sendo depositada em juízo.
Agora, com a conciliação firmada, as partes optaram por encerrar definitivamente o processo, dividindo o montante corrigido. O acordo representa o fim de um litígio que atravessou quase uma década e acompanhou momentos distintos das trajetórias de clube e atleta.





