Antes de mais nada, a fase eliminatória do Campeonato Paulista impõe ao São Paulo um confronto indigesto. Neste sábado, 21, às 18h30 (de Brasília), o Tricolor visita o Red Bull Bragantino, em Bragança Paulista, carregando um retrospecto recente desfavorável fora de casa.
Desde o início da chamada Era Red Bull — parceria iniciada em 2019 e consolidada com a mudança de nome em 2020 — o São Paulo ainda não venceu o adversário como visitante. Caso não supere o rival nas quartas de final, o jejum poderá chegar a dez partidas.
Retrospecto desfavorável em Bragança
No período, por exemplo, foram nove confrontos em Bragança Paulista: cinco vitórias do Red Bull Bragantino e quatro empates. A série negativa começou em janeiro de 2021, em jogo adiado do Brasileirão de 2020 por conta da pandemia de Covid-19.
O último encontro no interior paulista terminou empatado em 2 a 2, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro do ano passado, em julho. O São Paulo chegou a buscar o resultado, mas manteve a escrita de não conseguir sair vencedor no Estádio Nabi Abi Chedid desde a reestruturação do clube rival.
Equilíbrio também no Morumbi
Mesmo atuando como mandante, o Tricolor do Morumbi não tem encontrado facilidade diante do Bragantino nesta nova fase do adversário. Desde 2020, foram nove jogos em casa: quatro vitórias, dois empates e três derrotas.
A mais recente delas ocorreu em novembro, no segundo turno do Brasileirão, quando o time paulista foi superado por 1 a 0. O resultado reforçou a sensação de equilíbrio — e, em alguns momentos, superioridade — do Red Bull Bragantino nos confrontos diretos.
Desafio no mata-mata
Agora, o contexto é diferente. Trata-se de partida eliminatória, em que detalhes e eficiência costumam pesar mais do que retrospecto histórico. Ainda assim, o histórico recente adiciona pressão ao São Paulo, que busca afirmar sua força também fora da capital.
Para avançar às semifinais, o Soberano precisará romper um tabu que se consolidou ao longo dos últimos anos. Em jogo único, qualquer vacilo pode ser determinante — e encerrar o jejum pode significar não apenas classificação, mas também um impulso anímico na reta decisiva do estadual.





