“Em dois anos estarei no topo”: Felipe Fróes abre o jogo sobre nova fase no ACA

Ex-campeão detalha ao RTI Esporte o intercâmbio na Tailândia e o resgate de sua identidade para o duelo em Minsk
O lutador paraense Felipe Fróes, o "Predador", posa durante a pesagem oficial do ACA; ex-campeão mundial inicia sua trajetória na categoria peso-leve em 2026
Foto: Reprodução/Instagram

Nesta sexta-feira (20), o paraense Felipe Fróes conversou com exclusividade com a nossa equipe. Com uma década de história no ACA, o lutador inicia em 2026 sua caminhada nos pesos-leves. Mais do que uma mudança de categoria, Fróes encara o duelo de 27 de março como um resgate pessoal.

O Sentimento de Redenção

Fróes não esconde a insatisfação com os resultados recentes e foca totalmente na vitória contra Mishkvich. De acordo com o lutador:

“Essa luta para mim é vencer ou vencer. É assim que eu estou vendo ela. No ano passado foi um ano muito difícil para mim, emplaquei três derrotas então eu estou muito insatisfeito com esse cenário. Eu quero mostrar pros caras que, meu irmão, eu ainda estou aqui. Eu posso chegar no topo novamente e é esse meu principal objetivo. Eu não quero só vencer, eu quero vencer e convencer.”

A Casca Russa

Acostumado a lutar no Leste Europeu, o “Predador” minimiza a pressão de lutar na casa do adversário. Para ele, a experiência acumulada o transformou em um “estrangeiro querido”:

“O fato de lutar na casa do adversário, isso pra mim é muito normal. Já estou acostumado a lutar com os caras dentro da casa deles, contra eles. A torcida totalmente contra… só que de um tempo pra cá eles já começaram a torcer pra mim também. Então eu já criei alguns fãs que torcem pra mim dentro da Rússia. Isso é muito tranquilo.”

O Resgate da Identidade

Após analisar o jogo de Mishkvich, Fróes identificou que o caminho para a vitória passa por ser fiel ao seu próprio estilo de luta, algo que ele sente ter deixado de lado:

“Eu achei muitas brechas no jogo dele e eu vou explorar isso. Também vou voltar a ser, a botar o meu estilo. Por muito tempo tentei copiar alguns lutadores e mudar algumas coisas no meu estilo, e estava perdendo o que eu faço de melhor. Então é minha movimentação, minha velocidade, minha mudança de plano no meio do round. É isso que eu vou buscar.”

O Plano para o Cinturão

Com um camp dividido entre a Nova União (Rio de Janeiro) e o Bangkok Fight Club (Tailândia), Fróes projeta um retorno rápido ao topo da organização:

“Agora eu vou começar uma caminhada no peso leve. É uma caminhada nova numa categoria nova, mas pelo nome que tenho lá, acredito que em dois anos no máximo eu estou tendo resultados positivos e estou lá na cabeça de novo. O meu planejamento é vencer essa luta e depois desafiar alguém ranqueado para eu poder entrar no ranking e aí sim começar a olhar lá para o topo.”

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