O octógono em Houston foi palco de uma exibição de maturidade tática de Carlos Leal. O brasileiro conseguiu neutralizar as principais armas de Chidi Njokuani e manteve a dominância estratégica durante a maior parte do confronto. Como resultado, Leal garantiu o controle das ações, embora tenha enfrentado um adversário resiliente em todas as fases da luta.
Análise do Combate
Controle de Distância: Visto que estava ciente da maior envergadura de Njokuani, Leal evitou o papel de alvo fixo. Dessa forma, com movimentação constante, encurtou a distância desde o primeiro minuto, o que dificultou as ações ofensivas do “Sniper”.
O Momento Chave: Além disso, no segundo round, o brasileiro conectou um direto de direita limpo no rosto de Njokuani. Imediatamente, o golpe abalou a estrutura do americano, que precisou recuar para se recuperar, perdendo momentaneamente a precisão de seus ataques.
Estratégia Final: Por fim, no terceiro assalto, Njokuani buscou o “tudo ou nada” em uma tentativa de virada, mas esbarrou em uma defesa sólida. Leal foi cirúrgico nos bloqueios de chutes e, simultaneamente, implementou uma variação técnica decisiva: golpeou a linha de cintura para minar o fôlego do rival, selando o resultado positivo.
O Veredito
Pontuação: 30-27 (Unânime). Certamente, um placar que reflete a eficiência do brasileiro em converter pressão em pontos.
Retrospecto e Superação: É importante destacar que esta performance marca a volta por cima do brasileiro após o revés sofrido diante de Muslim Salikhov, em julho de 2025. Portanto, o triunfo em Houston interrompe a sequência negativa e reafirma a evolução técnica de Leal.
Conclusão: Em suma, no MMA de elite, a estratégia é o fator determinante. Carlos Leal provou ter absorção de golpes e inteligência posicional, enviando consequentemente um aviso claro à categoria.





