Antes de mais nada, o Corinthians definiu critérios objetivos para uma eventual renovação contratual de Zakaria Labyad em 2027. O marroquino, que chegou ao clube indicado por Memphis Depay, firmou contrato com o Timão até dezembro de 2027.
A Agência RTI Esporte apurou que a diretoria alvinegra estabeleceu metas de participação que, se cumpridas, acionam automaticamente a prorrogação do vínculo por mais uma temporada. O modelo adotado segue tendência cada vez mais comum no Corinthians.
Essa modalidade de acordo se tornou comum para jogadores experientes com histórico de lesões, em baixa no mercado da bola, ou em final de carreira. Assim, o clube reduz os riscos esportivos e financeiros.
Participação mínima como critério central
Para que a renovação seja ativada, Zakaria Labyad deverá atuar em pelo menos 50% das partidas oficiais do Corinthians na temporada estipulada. Além disso, cada presença contabilizada precisa ter, no mínimo, 30 minutos em campo.
A combinação dos dois fatores busca evitar renovações baseadas apenas em entradas pontuais ou participações simbólicas. O clube pretende garantir que a permanência esteja vinculada a protagonismo efetivo dentro do elenco.
Gatilho automático
Caso as metas sejam atingidas, o contrato será prorrogado automaticamente até dezembro de 2027, sem necessidade de nova negociação. O chamado “gatilho” contratual oferece previsibilidade jurídica às partes e elimina incertezas ao fim do vínculo original.
Por outro lado, se os objetivos não forem alcançados, o alto comando alvinegro mantém liberdade para reavaliar o futuro do atleta, considerando desempenho técnico, condição física e planejamento orçamentário.
Estratégia de gestão
A medida reflete a política de controle interno adotada pelo Corinthians na gestão do presidente Osmar Stabile. Em vez de extensões automáticas baseadas apenas em datas, o clube condiciona permanências a indicadores mensuráveis.
O caso de Zakaria Labyad se insere nesse contexto. Isso porque a definição prévia de metas sinaliza transparência e planejamento, ao mesmo tempo em que preserva margem de decisão à diretoria alvinegra.
Assim, a continuidade do jogador em 2027 dependerá diretamente de sua presença e relevância dentro de campo — critério que, no futebol moderno, tem peso determinante na construção de elencos competitivos e sustentáveis.





