Antes de tudo, a Uefa aplicou suspensão provisória ao atacante Prestianni, do Benfica. A decisão, divulgada nesta segunda-feira (23) veio após denúncia de racismo feita por Vini Jr. no jogo contra o Real Madrid. Dessa forma, o argentino não poderá atuar na partida de volta da Champions League, nesta quarta-feira (25), no Santiago Bernabéu. Trata-se de medida cautelar e não representa julgamento final.
Em seguida ao anúncio, o Benfica divulgou nota oficial afirmando que irá recorrer da decisão e reforçou seu compromisso contra qualquer forma de racismo. Ademais, segundo a entidade, a suspensão tem como base relatório preliminar de um inspetor de Ética e Disciplina, citando possível violação do Artigo 14 do Regulamento Disciplinar da Uefa, que trata de condutas discriminatórias.
O julgamento definitivo de Prestianni será realizado após a conclusão da investigação, garantindo que a decisão final seja baseada em todos os elementos do caso. Até lá, Prestianni cumpre apenas a suspensão provisória de uma partida.
Três pontos principais do caso
- Denúncia formal: Vini Jr. registrou o racismo ao árbitro durante comemoração de gol no Estádio da Luz.
- Medida cautelar: Prestianni está suspenso provisoriamente e não jogará a partida de volta contra o Real Madrid.
- Reação do clube: O Benfica informou que irá recorrer e reforçou seu compromisso de combate ao racismo.
- Ação da Uefa: Nomeou inspetor de Ética e Disciplina para analisar a denúncia.
O episódio ocorreu após Vini Jr. marcar um golaço e comemorar próximo à torcida organizada do Benfica. Durante a celebração, o brasileiro alega ter recebido ofensas racistas de Prestianni e registrou a denúncia com o árbitro François Letexier.
Mbappé também relatou ter ouvido palavras discriminatórias do jogador do Benfica, aumentando a repercussão internacional do caso e reforçando a atenção da mídia mundial. Durante as coletivas de imprensa, em vários países, treinadores foram questionados sobre o caso.
Por fim, a Uefa segue com o processo, e o resultado final sairá somente após análise completa de todas as provas, garantindo transparência na apuração de condutas racistas em campo. Além disso, na semana passada, o presidente da Fifa, Gianni Infantino afirmou em nota: “Não existe absolutamente nenhum espaço para o racismo no nosso esporte e na sociedade”.





