FGoal cobra indenização milionária do São Paulo após rescisão por justa causa; entenda o caso

Empresa nega irregularidades, diz que descontos eram previstos em contrato e aciona clube na Justiça; caso corre sob sigilo
FGoal cobra indenização milionária do São Paulo após rescisão por justa causa; entenda o caso
Foto: Rubens Chiri/ São Paulo

Antes de mais nada, a empresa FGoal ingressou com ação judicial contra o São Paulo Futebol Clube cobrando R$ 5,18 milhões pela rescisão antecipada de contrato. O vínculo, firmado até 2029, foi encerrado pelo clube sob alegação de justa causa no início do mês.

A Agência RTI Esporte apurou que a ação tramita sob sigilo na 2ª Vara Cível do Butantã. Procurado, a diretoria do São Paulo informou que o departamento jurídico ainda não foi citado oficialmente no processo.

O clube reiterou que identificou indícios de quebra de confiança e de boa-fé por parte da antiga parceira comercial, responsável pela operação de alimentos e bebidas no MorumBis desde 2023 e pela gestão da praça de alimentação do clube social a partir de 2024.

A FGoal, por outro lado, sustenta que não há fundamento jurídico para a rescisão por justa causa. O valor pleiteado inclui lucros cessantes até o fim do contrato, além de indenizações por danos morais e materiais.

Ex-diretor também é citado em apuração

O estopim da ruptura, antes de tudo, acabou sendo a identificação, pelo clube, de descontos nos repasses financeiros realizados pela empresa. As compras feitas por sócios nos restaurantes eram pagas via cartão.

Os gastos, posteriormente, eram direcionados a uma conta administrada pela FGoal, que transferia os valores ao São Paulo. A diretoria tricolor afirma que não tinha conhecimento prévio das deduções feitas pela contratante.

A empresa contratada, por sua vez, argumenta que os descontos estavam previstos contratualmente. Esses débitos, inclusive, se referiam a serviços de tecnologia da informação e fiscalização do uso de maquininhas autorizadas.

Antes mesmo da rescisão, a FGoal entrou na mira de uma força-tarefa da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), que investiga possíveis desvios em contas vinculadas às operações de cartão no clube.

O inquérito também apura a conduta do ex-diretor-geral do clube social, Antônio Donizete, conhecido como Dedé. Ele é citado em áudio no qual menciona supostas cobranças para empresas interessadas em atuar no clube.

Dedé nega irregularidades e afirma que o modelo de vendas adotado seguia padrões de mercado. O episódio amplia a tensão política nos bastidores do São Paulo e pode gerar desdobramentos jurídicos e administrativos nos próximos meses.

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