Primeiramente, antes de ganhar projeção internacional, Leonardo Jardim construiu a base da sua carreira no futebol português. O início foi no Camacha, onde deu os primeiros passos como treinador principal.
No entanto, foi em 2009 que passou a chamar atenção de forma mais ampla, ao assumir o Beira-Mar. No clube, teve desempenho expressivo. Foram 22 vitórias em 38 partidas, campanha que terminou com o título da Segunda Liga Portuguesa e o acesso à elite nacional.
Assim, o nome do técnico que deverá suceder a Filipe Luís no Flamengo começou a circular entre equipes de maior investimento. Na sequência, o treinador foi contratado pelo Braga. O salto foi natural. Em um cenário mais competitivo, manteve bons números: 27 vitórias em 46 jogos.
Como resultado, consolidou-se como um técnico promissor no mercado português. Em 2012, Leonardo Jardim viveu a primeira experiência fora de Portugal. O destino foi o Olympiacos, da Grécia. E, dessa vez, vieram também as primeiras conquistas relevantes da carreira.
No futebol grego, levantou o Campeonato Grego e a Copa da Grécia. Portanto, além de desempenho, passou a acumular títulos no currículo. Depois disso, retornou ao futebol português para comandar o Sporting.
Mais uma vez, apresentou números consistentes, com 23 vitórias em 35 partidas. O trabalho reforçou a imagem de treinador organizado e competitivo. Além disso, o período comandando os “Leões” de Portugal acabou sendo de fundamental importância para lhe abrir definitivamente as portas do mercado internacional.
Brilhou no Mônaco com grandes talentos no elenco
Contudo, o grande salto ocorreu com a ida para o Mônaco. No clube francês, permaneceu por seis temporadas e viveu o auge da carreira. Em 2016/17, conquistou o Campeonato Francês com uma equipe que tinha jovens talentos como Bernardo Silva e Kylian Mbappé, que vieram a ser estrelas no futebol mundial.
Nesse sentido, entre 2014/2015 e 2019/2020, dirigiu o time em 270 jogos, com 139 vitórias, 65 empates e 66 derrotas. Dessa forma, Leonardo Jardim chega ao radar do Flamengo respaldado por experiência internacional, títulos e um histórico de trabalhos sólidos na Europa.
*André Freixo, enviado especial da Agência RTI Esporte, direto de Portugal





