Antes de mais nada, o Flamengo já desembolsou algo em torno de R$ 50 milhões apenas em multas rescisórias de treinadores desde 2019. O montante, a princípio, expõe o custo da alta rotatividade no comando técnico ao longo das últimas gestões.
O período é majoritariamente associado ao mandato de Rodolfo Landim, iniciado em 2019. Ao longo dos anos, mudanças frequentes no banco de reservas se tornaram parte da estratégia adotada diante de oscilações de desempenho e pressão por resultados.
Valores acumulados por treinador
O espanhol Domènec Torrent, contratado para substituir Jorge Jesus, foi um dos desligamentos mais onerosos, com custo estimado em R$ 11,4 milhões. Na sequência, Rogério Ceni teve rescisão calculada em cerca de R$ 3 milhões.
O português Paulo Sousa deixou o clube com multa próxima de R$ 7,7 milhões. Vítor Pereira, por exemplo, representou um dos maiores impactos nas finanças rubro-negras: aproximadamente R$ 15 milhões.
Também figuram na lista o argentino Jorge Sampaoli, com cerca de R$ 9,5 milhões, e Tite, ex-técnico da Seleção Brasileira, cuja saída teria custado pouco mais de R$ 3 milhões, segundo levantamento da Agência RTI Esporte.
Primeira demissão da nova gestão
Um ano após assumir a presidência do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista deu sequência ao ciclo de mudanças no comando técnico. A primeira demissão do novo mandato foi a de Filipe Luís, encerrando precocemente um projeto que ainda buscava consolidação.
Com o treinador no comando da equipe, o Flamengo conquistou a Copa Libertadores da América (2025), o Campeonato Brasileiro (2025), a Copa do Brasil (2025), a Supercopa do Brasil (2025), e o Campeonato Carioca (2025).
Impacto esportivo e financeiro
Embora o Flamengo tenha acumulado conquistas relevantes no período, os números evidenciam um cenário de instabilidade estrutural no departamento de futebol. A troca constante de treinadores implica em mudanças de planejamento.
Os cerca de R$ 50 milhões gastos poderiam ter sido destinados a reforços, categorias de base ou infraestrutura. Por outro lado, a diretoria defende que a exigência por desempenho imediato em um clube de alta competitividade justifica decisões rápidas.





