O Novorizontino decidiu não pagar a multa contratual ao Palmeiras e, por isso, não poderá contar com o meia Rômulo na primeira partida da final do Campeonato Paulista de 2026. O confronto acontece nesta quarta-feira (4), na Arena Barueri.
Emprestado pelo Verdão, o jogador só poderia atuar mediante o pagamento de R$ 1 milhão, conforme cláusula prevista no acordo entre os clubes. A diretoria do time do interior considerou o valor elevado para o momento e optou por preservar os recursos na partida de ida. Para o jogo de volta, marcado para domingo (8), em Novo Horizonte, o cenário pode mudar. Internamente, o clube estuda a possibilidade de arcar com a multa apenas na decisão, entendida como mais determinante na briga pelo título.
Decisão depende do resultado
A direção do Novorizontino avalia que o impacto financeiro da multa pesa no orçamento. A folha salarial do elenco gira em torno de R$ 9 milhões, o que transforma o pagamento em um investimento relevante. A estratégia, portanto, passa por analisar o resultado do primeiro duelo antes de definir se fará o aporte para contar com o meia na finalíssima. O clube, inclusive, busca apoio de empresários locais caso decida utilizar o atleta no confronto decisivo.
Destaque e futuro indefinido
Além disso, Rômulo se consolidou como um dos principais nomes da campanha no Paulistão. Em nove partidas, soma seis gols e três assistências, números fundamentais para levar o Novorizontino à decisão.
Nos bastidores, o Palmeiras já admite a possibilidade de negociar o jogador em definitivo após o estadual. Em 2024, o clube alviverde investiu cerca de R$ 6,3 milhões por 70% dos direitos econômicos do atleta, mantendo o Novorizontino com 30%. Sem conseguir se firmar no elenco principal, o meia acumulou empréstimos, mas a valorização recente pode transformá-lo em oportunidade de mercado ao fim do campeonato.





