Antes de mais nada, o Corinthians avançou nas negociações com o Talleres, da Argentina, para encerrar a disputa envolvendo a contratação do meia Rodrigo Garro. A diretoria trabalha para evitar um novo transfer ban imposto pela FIFA.
A Agência RTI Esporte apurou que Osmar Stabile, presidente do Corinthians, sinalizou aos argentinos a possibilidade de pagar cerca de US$ 4 milhões (R$ 21 milhões, na cotação atual) à vista, além de quitar o restante da dívida por meio de parcelas.
No momento, os clubes discutem os prazos e os valores dessas prestações, etapa considerada decisiva para a formalização do acordo. O objetivo do Corinthians é resolver a pendência antes que novas sanções esportivas sejam aplicadas.
Origem da dívida na contratação de Rodrigo Garro
O imbróglio teve origem em um processo aberto pelo Talleres na Fifa. Em fevereiro do ano passado, a entidade máxima do futebol condenou o Corinthians a pagar US$ 3,6 milhões (R$ 18,9 milhões, à época) referentes à negociação do jogador.
Além desse valor, o clube paulista também acabou sendo penalizado com multa de US$ 722 mil (R$ 3,7 milhões), além de juros anuais de 18%, contados desde 17 de janeiro de 2024, data da contratação do atleta.
Com a atualização desses encargos, a pendência total com o clube argentino atualmente gira em torno de US$ 6,5 milhões (R$ 34 milhões). O valor, inclusive, vem sendo considerado fora do orçamento alvinegro.
Divergência sobre custos da transferência
A divergência entre os clubes começou por causa de US$ 612 mil (R$ 3,2 milhões) cobrados pelo Talleres. O clube argentino alegava que tinha direito a receber esse valor referente a despesas operacionais e impostos da transferência.
O Corinthians, por sua vez, contestava a obrigação de pagar essa quantia, o que acabou atrasando a regularização do jogador no início da temporada de 2024. Na época da contratação, o clube paulista já havia desembolsado US$ 4 milhões à vista.
Reunião entre dirigentes abriu caminho para negociação
Ao recorrer à Fifa, o Talleres também solicitou o pagamento antecipado de US$ 3 milhões (R$ 15,7 milhões), valor referente às parcelas futuras previstas no contrato. O pedido se baseou em uma cláusula que permitia a cobrança imediata de todo o saldo em caso de inadimplência.
Em fevereiro deste ano, o presidente do Corinthians, Osmar Stábile, viajou à Argentina para tratar do assunto diretamente com Andrés Fassi, presidente do Talleres. A reunião acabou abrindo caminho para a negociação atual, embora sem um acordo definitivo naquele momento.
Corinthians tenta evitar novas punições
Resolver a pendência com o Talleres tornou-se prioridade para a diretoria corintiana. Em janeiro, o clube já havia desembolsado R$ 41,6 milhões para quitar uma dívida com o Santos Laguna, do México, e encerrar outro processo que resultou em transfer ban por quatro meses.
Desde então, o Corinthians tem adotado estratégia cautelosa no mercado da bola. O clube prioriza jogadores livres ou em final de contrato, evitando novos compromissos financeiros enquanto busca reduzir uma dívida que gira em torno de R$ 2,8 bilhões.





