Flamengo vive turbulência no futebol e estuda mudanças no comando executivo

Saída de Filipe Luís intensifica pressão sobre José Boto; clube busca reorganizar gestão e técnico da equipe
Flamengo: em entrevista à imprensa espanhola, José Boto admite que repatriar Vini Jr. “é caminho natural”
Fotos: Gilvan de Souza/Flamengo

Antes de tudo, a mudança no comando técnico do Flamengo não será a única promovida pelo presidente Luiz Eduardo Baptista. Atualmente, ele tem no radar nomes para o cargo de diretor executivo do rubro-negro, o que indica que a reformulação no futebol pode ir além da saída de Filipe Luís e atingir também a estrutura de gestão da equipe.

Além disso, a demissão do treinador passou a reverberar internamente e aumentou a pressão sobre o diretor executivo José Boto. Como apurou a Agência RTI Esporte, há evidente desgaste diante do elenco e da diretoria. Nesse contexto, ele vem sendo apontado como um dos fatores que motivam a busca por um novo responsável pelo futebol.

Portanto, a saída de José Boto tem sido tratada como questão de tempo, com o presidente estudando perfis para substituí-lo. Em reunião com conselheiros, Baptista detalhou a decisão de demitir Filipe Luís ao afirmar que o “ano do Flamengo estava em risco” e que sua função exige tomadas de decisões duras, mesmo que desagradem torcedores e imprensa.

“Minha responsabilidade é avaliar se o que estamos vivendo leva o clube a um ano vencedor. Quando a resposta é não, ou você corrige o rumo, ou muda”, disse o presidente. A declaração foi feita na abertura da reunião do Conselho Deliberativo para aprovação de novo patrocinador do clube.

José Boto, por sua vez, justificou publicamente a demissão do ex-treinador, afirmando que sua função no clube inclui “fazer diagnósticos e encontrar soluções” e que, no caso de Filipe Luís, ele fez justamente isso. “Fiz o diagnóstico e dei solução. O presidente aceitou e, como decisor máximo, bateu o martelo”, declarou o executivo.

Bap sofre pressão interna para demitir José Boto?

Nos bastidores, dirigentes próximos avaliam que parte da crise em torno de Boto se deve à forma como ele comunicou a decisão ao elenco. Há relatos de que houve conversas tensas com jogadores após a perda da Recopa para o Lanús. Esse desgaste interno teria acelerado o processo de busca por uma nova liderança para o departamento de futebol.

Com a janela de transferências aberta apenas no mercado interno até 27 de março, a diretoria entende que é o momento de reorganizar o futebol em todas as suas frentes. Ou seja, não apenas o comando técnico, mas também a gestão esportiva. A ideia é contratar um profissional com perfil executivo, enquanto outro deverá atuar mais próximo do elenco.

Por fim, o Flamengo segue monitorando nomes no mercado nacional e internacional, mas ainda não há anúncio oficial. Enquanto isso, Leonardo Jardim prepara a equipe para a sequência da temporada, com foco na final do Cariocão 2026.

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