O PSG voltou a escrever seu nome na história do futebol europeu. Neste sábado, 30, a equipe francesa conquistou o bicampeonato da Liga dos Campeões da Europa ao derrotar o Arsenal nos pênaltis após empate por 1 a 1 no tempo regulamentar e na prorrogação.
A decisão foi marcada por equilíbrio, momentos de domínio alternado e muita tensão até as cobranças finais. Se na edição anterior o goleiro Matvei Safonov foi decisivo nas penalidades, desta vez o título veio graças aos erros do adversário.
Eberechi Eze e Gabriel Magalhães desperdiçaram suas cobranças, ambas para fora, permitindo que os franceses levantassem novamente o principal troféu do futebol europeu. O desfecho foi especialmente cruel para o zagueiro brasileiro.
Gabriel Magalhães havia realizado uma atuação praticamente impecável durante os 120 minutos de partida, sendo um dos destaques defensivos do Arsenal. No entanto, acabou marcado pelo erro na disputa por pênaltis.
Arsenal surpreende e sai na frente logo no início
A final começou de forma perfeita para os ingleses. Com apenas cinco minutos de jogo, um lance envolvendo dois protagonistas definiu o primeiro gol da partida. Marquinhos tentou afastar uma bola na defesa, mas acabou errando o movimento.
Kai Havertz aproveitou a oportunidade, ficou cara a cara com Safonov e finalizou cruzado para abrir o placar para o Arsenal. O gol mudou o panorama da decisão. Em vantagem, a equipe inglesa recuou suas linhas e apostou em uma postura extremamente defensiva.
O PSG assumiu o controle da posse de bola e passou a ocupar o campo ofensivo, mas encontrou enormes dificuldades para criar oportunidades claras. Os números mostravam superioridade francesa, com 77% de posse de bola e maior volume de finalizações.
Dembélé recoloca os franceses no jogo
A etapa final apresentou um cenário ainda mais favorável ao PSG. O Arsenal praticamente abriu mão de atacar e concentrou todos os seus esforços na defesa. A pressão francesa aumentou gradativamente até que o empate finalmente aconteceu aos 19 minutos.
O atacante Ousmane Dembélé converteu cobrança de pênalti e recolocou a equipe de Luis Enrique na disputa pelo título. O gol deu novo impulso aos franceses, que passaram a buscar a virada de forma intensa.
O PSG acertou a trave, criou diversas oportunidades e chegou a deixar espaços para contra-ataques ingleses. Mesmo assim, o time comandado por Mikel Arteta encontrava dificuldades para aproveitar as transições ofensivas.
Bukayo Saka era praticamente a única válvula de escape da equipe, mas sem conseguir transformar as arrancadas em chances claras de gol. Nos minutos finais, Bradley Barcola desperdiçou duas oportunidades cristalinas para garantir o título no fim do jogo.
Prorrogação tem poucas emoções
O desgaste físico passou a ser determinante durante os 30 minutos adicionais. Com os jogadores exaustos, o ritmo caiu consideravelmente. O PSG seguiu controlando a posse e tentando construir jogadas ofensivas, enquanto o Arsenal manteve sua estratégia defensiva.
A melhor chance surgiu já na reta final da prorrogação, quando Viktor Gyokeres finalizou com perigo. Pouco depois, os ingleses ainda tiveram uma última oportunidade em uma bola parada, sua principal arma ao longo da temporada, mas o escanteio não resultou em finalização.
Pênaltis consagram o PSG
Nas cobranças, o equilíbrio permaneceu até os momentos decisivos. O PSG converteu suas penalidades e viu o Arsenal desperdiçar duas oportunidades importantes. Eberechi Eze bateu para fora, aumentando a pressão sobre os ingleses.
Depois, Gabriel Magalhães também errou sua cobrança e praticamente decretou o destino da decisão. Com a vantagem construída nas penalidades, o PSG confirmou a vitória e celebrou mais um capítulo histórico sob o comando de Luis Enrique.


