Rodrigo Castillo chegou ao Fluminense como a contratação mais cara da história do clube após se destacar no Lanús. Meses depois, porém, o atacante argentino vive uma situação diferente da projetada inicialmente.
Desde que Marcão assumiu o comando da equipe, o centroavante não foi utilizado. O treinador dirigiu o Fluminense em quatro partidas, e o centroavante ficou fora de todas. A ausência chama atenção principalmente pelo investimento realizado.
O clube desembolsou cerca de R$ 66 milhões para contratar o jogador, que assinou vínculo até dezembro de 2030. Até agora, Rodrigo Castillo soma 21 jogos, três gols e uma assistência pelo Fluminense. O desempenho ainda está abaixo da expectativa criada após a contratação.
Mudança de país pesou no início
Rodrigo Castillo deixou o futebol argentino para atuar no Brasil e precisou lidar com uma nova rotina profissional. A intensidade das partidas, o calendário, as viagens e as características dos adversários são diferentes.
O atacante também passou a trabalhar sob uma metodologia distinta daquela encontrada no Lanús. Esse período de adaptação ajuda a explicar por que o argentino ainda não conseguiu apresentar seu melhor futebol no Tricolor.
Hulk recuperou espaço no ataque
Outro fator importante foi a recuperação de espaço de Hulk. O atacante passou a ganhar força na disputa ofensiva e se tornou uma alternativa mais frequente para Marcão. Com isso, Rodrigo Castillo perdeu terreno na concorrência.
A situação ficou ainda mais difícil porque o argentino ainda não conseguiu transformar suas oportunidades anteriores em uma sequência de boas atuações. A ascensão de Hulk, portanto, modificou a disputa interna no setor ofensivo do Fluminense.
O encaixe no modelo de jogo
Também existe uma questão tática. Rodrigo Castillo ainda não conseguiu se encaixar completamente na forma como o Fluminense vem construindo suas jogadas. O argentino atua como centroavante e tem características específicas para ocupar a área.
Porém, dependendo da estratégia utilizada, Marcão pode priorizar jogadores com maior participação na movimentação ofensiva. Isso interfere diretamente na escolha dos titulares e dos atletas que entram durante as partidas.
Treinos também pesam na decisão
Além da questão tática, o rendimento durante a semana tem influência direta. Rodrigo Castillo não vem apresentando nos treinamentos uma resposta suficiente para recuperar espaço imediatamente. A comissão técnica observa diariamente a evolução dos jogadores.
Nesse cenário, o argentino ainda não conseguiu superar os concorrentes na disputa por minutos. Por isso, o treinador tricolor optou por outras alternativas nos primeiros quatro jogos à frente do Fluminense.
Cenário pode mudar
A ausência nas últimas partidas não significa que Rodrigo Castillo esteja fora dos planos do clube. O contrato até dezembro de 2030 mostra que a diretoria tricolor trabalha com uma perspectiva de longo prazo.
O atacante ainda pode recuperar espaço durante a temporada. Para isso, precisará elevar o rendimento nos treinamentos, melhorar o entendimento do modelo de jogo e aproveitar as próximas oportunidades na sequência da temporada.


