Vasco: CEO da SAF fala sobre cenário financeiro crítico e faz projeção para 2026

Carlos Amodeo
FOTO: REPRODUÇÃO/YOUTUBE

Primeiramente, o CEO da SAF do Vasco, Carlos Amodeo, explicou em detalhes a grave situação financeira do clube em uma coletiva nesta quinta-feira, 25. O encontro com jornalistas durou mais de duas horas. Ao lado do presidente Pedrinho, ele apresentou o diagnóstico feito por consultoria internacional, falou da venda de mandos de campo, dos critérios para contratações e do plano de recuperação judicial.

Amodeo iniciou sua fala contextualizando a situação que encontrou. “Quando fui convidado pelo presidente a assumir essa função de CEO, eu tinha clareza da complexidade da situação econômica e financeira do Vasco naquele momento. Embora não tivesse um grau de detalhamento, percebi a gravidade.” Por isso, contratou a consultoria Álvares & Marsal, especializada em reestruturação empresarial.

Qual é o cenário financeiro do Vasco?

O levantamento mostrou um cenário dramático. “O ano de 2024 previa um saldo negativo de caixa de aproximadamente R$ 120 milhões. Aumentando esse saldo negativo para cerca de R$ 470 milhões em 2025, e chegando em 2029, 2030, a incríveis R$ 900 milhões de saldo negativo de caixa. Quem está dizendo isso não é o Carlos Amodeo. É o estudo da Álvares & Marsal.”

Segundo o CEO, isso exigiu uma mudança urgente de rumo. “Ela indica a necessidade de implantação urgente e inadiável de um amplo processo de reestruturação do Vasco como um todo para garantir a sobrevivência do Vasco.” Ele destacou que todas as obrigações correntes estão sendo quitadas “rigorosamente em dia”, inclusive com jogadores, fornecedores e clubes.

Ele também explicou a venda de mandos de campo. “Quando chegamos em 2024, já existiam dois mandos vendidos pela gestão anterior. Tivemos, sim, a necessidade de realizar a venda de outros dois mandos de campo, recebendo os recursos à vista, para manter o nosso compromisso rigorosamente em dia.”

O que Amodeo falou sobre contratação de reforços?

Sobre reforços, Amodeo foi direto: “Não temos para esta janela uma capacidade de investimento em atletas de alto valor econômico. Nunca foi permitido isso.” Mas citou o caso de Thiago Mendes como exemplo de reforço estratégico. “Ele é um atleta que não tem custo de pagamento de transferência para o terceiro clube. Tem um custo maior de folha, mas aumenta a qualidade do grupo.”

Ele afirmou que há um teto para o fluxo de caixa em 2025: “O orçamento prevê investimentos na ordem de R$ 30 milhões para pagamento de transferências. Isso é muito pouco para o futebol.” Mesmo assim, garantiu: “Estamos cumprindo isso rigorosamente.”

Por fim, Amodeo disse que o clube está em processo de reorganização financeira. “A gente trabalhou intensamente para aumentar receitas e racionalizar custos. Não terminamos 2024 com aqueles R$ 120 milhões negativos. Terminamos de forma equilibrada. Temos todo o planejamento financeiro organizado para que 2025 ocorra normalmente.”

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