Primeiramente, a ausência de Nicolás De la Cruz no clássico contra o Fluminense, em 20 de julho, expôs tensões internas no Flamengo. O estopim foi o vazamento de uma mensagem do médico José Luiz Runco, enviada a dirigentes em grupo de WhatsApp, revelando que o jogador convive com lesão crônica no joelho.
Runco questionou a contratação de R$ 102 milhões feita em 2023, afirmando que De la Cruz não tem condição física para competir em alto nível. A declaração vazada provocou mal-estar no clube e reação imediata nas redes sociais. A diretoria do Flamengo preferiu não comentar o caso.
O episódio ganhou novo capítulo na quarta-feira (23), após a vitória sobre o Red Bull Bragantino em Bragança Paulista. Na zona mista, Arrascaeta falou abertamente sobre o assunto: “O grupo é fechado. Não é hora de atacar quem está tentando se recuperar. De la Cruz tem nosso apoio”.
Companheiros de Seleção Uruguaia e amigos próximos, Arrascaeta e De la Cruz sempre demonstraram união. Antes mesmo da entrevista, o camisa 10 já havia publicado no Instagram uma foto ao lado do colega, com a frase: “Se trata de cuidar dos nossos. Simples assim”.
Com 61 jogos pelo Flamengo, De la Cruz soma três gols e seis assistências desde que chegou. Mesmo fora de combate, segue respeitado no elenco. A declaração pública de Arrascaeta reforça o desgaste entre jogadores e departamento médico, e evidencia falta de sintonia nos bastidores.
Enfim, líder do Brasileirão, o Flamengo tenta conter a crise sem comprometer o desempenho em campo. Enquanto evita confrontos públicos, o clube agora lida com a cobrança por mais transparência na gestão de lesões e na comunicação interna.


