Antes de tudo, Lucas Paquetá está com tudo após ter voltado aos gramados. Após ser absolvido no caso de apostas que o afastou dos gramados e gerou dúvidas sobre seu futuro, o meia brasileiro respondeu dentro de campo.
Pelo West Ham United e pela Seleção Brasileira, já são quatro gols nos últimos quatro jogos oficiais, com números que confirmam sua influência crescente. Na vitória do Brasil por 3 a 0 diante do Chile, válida pelas Eliminatórias, Lucas Paquetá voltou a ser decisivo mesmo tendo começado como reserva.
Mostrou faro de gol, ajudou na construção ofensiva e participou ativamente da pressão alta que caracteriza o time de Carlo Ancelotti. Não à toa, soma 10 finalizações recentes — seis delas no alvo —, além de duas grandes chances criadas.
O dinamismo se reflete também na dedicação sem bola: foram nove desarmes e 23 duelos ganhos, números que reforçam seu comprometimento. Assim, com 83% de acerto nos passes, a cria do Flamengo se consolidou como elo entre meio-campo e ataque.
Outro dado que chama atenção é a eficiência: ele precisa, em média, de apenas 72 minutos para balançar as redes. Essa estatística mostra não só a boa fase, mas também a capacidade de decidir partidas em diferentes contextos.
Carlo Ancelotti sabe da qualidade de Lucas e confia no jogador
Ainda mais, no West Ham, o desempenho de Lucas Paquetá também impressiona. A confiança do treinador Carlo Ancelotti já é uma realidade, e a tendência é que o camisa 11 se torne peça essencial na preparação para a Copa do Mundo de 2026.
Afinal, poucos meio-campistas oferecem tanto equilíbrio entre criação, chegada à área e intensidade defensiva. Depois das turbulências fora de campo, Lucas Paquetá dá sinais claros de maturidade e consolidação.
Por fim, se a cria do Flamengo mantiver esse ritmo, dificilmente perderá espaço na Seleção Brasileira e deve chegar ao Mundial como peça importante de uma Amarelinha que busca do tão ambicionado hexacampeonato.
*André Freixo, enviado especial da Agência RTI Esporte, direto de Portugal





