Claudinei Oliveira? Saiba qual técnico teve o pior desempenho do Paysandu na era Roger Aguilera

Foto: Matheus Vieira/Paysandu
Foto: Matheus Vieira/Paysandu

A demissão de Claudinei Oliveira nesta sexta-feira, 5, recolocou em pauta o debate sobre os treinadores que passaram pelo Paysandu desde o início da gestão de Roger Aguilera. O presidente, que assumiu o clube com a missão de dar estabilidade, já promoveu três trocas de comando somente em 2025. Agora, o Papão vai em busca do quarto técnico na temporada, algo que não acontecia desde 2021.

A saída de Claudinei foi confirmada após a derrota por 2 a 1 para o Volta Redonda, no Mangueirão. Em coletiva, o executivo de futebol Carlos Frontini anunciou também as dispensas do auxiliar-técnico Felipe Oliveira e do preparador físico Renan Lima. A pressão se tornou insustentável: o time amarga a lanterna da Série B, está há oito jogos sem vencer e corre o risco de se distanciar ainda mais da zona de salvação.

Instabilidade volta a marcar a era Aguilera

No comando bicolor, Claudinei acumulou 14 partidas, com 4 vitórias, 5 empates e 5 derrotas. O aproveitamento de 40% foi insuficiente para manter a confiança da diretoria e da torcida. Portanto, o ponto mais alto de sua passagem foi a goleada por 5 a 2 sobre o Coritiba, fora de casa, em julho. Desde então, a equipe não voltou a vencer e caiu de rendimento de forma brusca.

Antes dele, dois outros nomes passaram pelo banco bicolor em 2025. Márcio Fernandes, remanescente de 2024, foi o primeiro a deixar o cargo em fevereiro, após eliminações no Parazão. Na sequência, Luizinho Lopes conseguiu emplacar bons momentos: foi campeão da Copa Verde e levou o time à final do estadual. Porém, uma série de dez jogos sem vitória na Série B selou sua saída.

Comparando os três técnicos da temporada, Luizinho aparece como o mais regular — apesar da queda na Segundona, conquistou títulos e alcançou uma sequência de nove jogos sem perder. Claudinei, por sua vez, teve o pior retrospecto em termos de desempenho recente, já que não conseguiu estancar a crise e deixou o clube em situação delicada na tabela.

Paysandu repete cenário de 2021 com quatro técnicos em um ano

O Paysandu reviverá em 2025 o mesmo cenário de quatro trocas de comando em uma temporada, algo que só havia ocorrido em 2021. Na época, nomes como Itamar Schülle, Vinícius Eutrópio e Roberto Fonseca passaram rapidamente pelo clube.

Além disso, a missão do próximo treinador será clara: somar pelo menos 19 pontos nos 13 jogos restantes da Série B para atingir a marca mínima de 40 e tentar evitar o rebaixamento. A busca por estabilidade segue sendo um dos maiores desafios da era Roger Aguilera.

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