O clássico entre Cruzeiro e Atlético-MG, pela Copa do Brasil, terminou com a classificação do time celeste, mas ficou marcado por momento discriminatório. O árbitro Rafael Rodrigo Klein (Fifa/RS) registrou em súmula que torcedores do Cruzeiro entoaram cânticos homofóbicos em diferentes momentos do primeiro tempo, no Mineirão, em Belo Horizonte.
Ação da Arbitragem
Além disso, a arbitragem aplicou o protocolo da CBF. Além disso, o jogo foi interrompido, e o anúncio no sistema de som fez com que os gritos cessassem. Klein também registrou o arremesso de copos plásticos e de um galo de borracha durante a partida, que contou com torcida única.
Portanto, o caso será analisado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). De acordo com o Código Brasileiro de Justiça Desportiva, o tribunal pode aplicar multa ou até retirar pontos do clube, caso não consiga identificar os responsáveis pelos atos.
O atleta Lyanco, zagueiro do Atlético-MG, também se envolveu em polêmica com o atacante Kaio Jorge após a partida, do Cruzeiro, e Lyanco publicou uma mensagem considerada preconceituosa, o jogador editou a mensagem quando viralizou.
Histórico de episódios semelhantes
Em 2024, Rafael Klein registrou cânticos homofóbicos de torcedores do Palmeiras contra Ángel Romero, do Corinthians, na Arena Barueri, durante a terceira rodada da Série A. Na mesma partida, torcedores arremessaram objetos:
-
11’ do primeiro tempo: copo (R$ 20 mil)
-
22’ e 43’ do segundo tempo: duas cabeças de galinha (R$ 60 mil)
-
Acréscimos: chinelo (R$ 20 mil)
Os cânticos homofóbicos geraram multa de R$ 80 mil. Apesar de divergências sobre os valores, o STJD manteve a dosimetria original, aplicando R$ 240 mil de multa ao clube.


