Antes de tudo, o Atlético-MG empatou por 1 a 1 com o Santos, neste domingo (14), na Arena MRV, pela 23[ rodada do Campeonato Brasileiro. Após o apitou final, o técnico Jorge Sampaoli admitiu frustração com o resultado. O treinador reconheceu que a equipe não conseguiu manter a vantagem numérica após o gol e ressaltou a dificuldade em transformar domínio em chances claras de gol.
“Acho que no primeiro tempo fomos superados. Não encontramos superioridades para poder jogar. Corrigimos no segundo tempo, o time jogou muito melhor, foi dominador e deveria ter ganhado o jogo. Mas, em uma jogada esporádica, o Santos conseguiu empatar, e isso me deixa triste”, analisou.
Sampaoli também destacou que o Galo ainda busca soluções ofensivas. Para ele, falta desequilíbrio individual para criar mais situações de gol. “Comparto com você: temos muitas dificuldades para provocar situações mais claras. Buscamos muito no segundo tempo, mas empatamos por uma ação isolada. Temos que levantar jogadores que não estão no seu melhor momento, porque em outros gerarão gols”, avaliou.
O argentino explicou que o desafio atual passa pela adaptação do elenco ao seu estilo de jogo. “Quando chega um processo novo, encontra um time treinado para outra coisa. O que me preocupa é melhorar a estrutura e recuperar a capacidade de alguns jogadores para inquietar mais. Precisamos recuperar confiança e agressividade, senão será muito complicado”, afirmou.
Sampaoli destaca evolução, mas lamenta erro que permitiu empate
Apesar das críticas, ele viu evolução no segundo tempo. “No primeiro tempo não me senti representado. No segundo tempo, sim. Controlamos o jogo, tivemos posse no campo rival e criamos situações, principalmente pela esquerda, com Reinier e Arana. Mas ainda faltam muito mais jogadas para definir melhor as partidas”, disse.
Sampaoli reconheceu que o momento do Atlético está aquém do esperado. “O time está muito abaixo do que pode render, muito abaixo do que eu esperava. Por isso estou aqui, para tentar progressivamente dar melhorias estruturais. Mas, além disso, precisamos de ambição. Para o futebol que eu sinto, a ambição é fundamental, e isso está nos custando”, alertou.
Por fim, ele deixou claro o tamanho do desafio. “Não é fácil dar um diagnóstico agora. O problema pode ser físico, técnico, tático ou mental. O que sei é que precisamos encontrar uma estrutura que permita atacar melhor e devolver ao Atlético a confiança que merece. O torcedor quer ver um time competitivo e ambicioso”, concluiu.


