Palmeiras se posiciona após polêmica da arbitragem no clássico Choque-Rei: “Instaurar caos”

Verdão aponta pressão dos outros clubes com o intuito de conquistar benefício pessoal no Campeonato Brasileiro
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Foto: Divulgação/Palmeiras

O Palmeiras se posicionou após a polêmica arbitragem do clássico contra o São Paulo, pelo Brasileirão, no último domingo. Conforme o Verdão, nesta segunda-feira (06), os outros clubes estão fazendo uma “pressão descomunal” visando benefício e vantagens no campeonato.

O árbitro Ramon Abatti Abel não assinalou um pênalti para o São Paulo e também não puniu Andreas Pereira com um cartão vermelho em outro lance. Sendo assim, além do Tricolor, o Flamengo, o atual vice-líder, se manifestou contra a arbitragem no Campeonato Brasileiro.

Ainda conforme o Verdão, as cobranças têm o “intuito de instaurar o caos”.  Após os questionamentos, o Palmeiras também cobrou punições a Bobadilla e Alan Franco, do São Paulo.

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O Palmeiras ainda declarou ser a favor da profissionalização dos árbitros brasileiros.

“O Palmeiras, como se sabe, é amplamente favorável à profissionalização dos árbitros e defende mais investimentos em tecnologia e na formação da categoria, entre outras melhorias. O nosso compromisso com o desenvolvimento do futebol brasileiro está acima de qualquer interesse individual”, informou o clube.

Nota do Palmeiras

A Sociedade Esportiva Palmeiras vê com preocupação a pressão descomunal que alguns clubes têm exercido publicamente, e também nos bastidores do futebol brasileiro, com o intuito de instaurar o caos, beneficiando-se dele para coagir entidades e indivíduos em busca de vantagens futuras e criando narrativas que tentam macular o competente trabalho realizado pela nossa instituição.

É demasiado cômodo creditar a uma decisão do árbitro – e somente a ela – uma virada épica, conquistada com o gosto do suor e três gols anotados em um intervalo de 19 minutos. Até porque também houve marcações da arbitragem desfavoráveis ao Palmeiras, como as não expulsões do meio-campista Bobadilla e do zagueiro Alan Franco, que desferiu uma cotovelada no rosto do atacante Ramón Sosa em um lance sonegado pelo VAR – e ignorado pelos hipócritas da ocasião.

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Cabe salientar que, mesmo quando se sente prejudicada, a diretoria do Palmeiras raramente se manifesta em público sobre o tema arbitragem, pois respeita os fóruns de discussão adequados e, acima de tudo, não terceiriza sua responsabilidade nos momentos adversos. Essa postura, por sinal, ajuda a explicar o sucesso que temos obtido ao longo dos últimos anos: olhamos sempre para nós mesmos e trabalhamos sem buscar subterfúgios nem construir desculpas para as nossas derrotas.

O Palmeiras, como se sabe, é amplamente favorável à profissionalização dos árbitros e defende mais investimentos em tecnologia e na formação da categoria, entre outras melhorias. O nosso compromisso com o desenvolvimento do futebol brasileiro está acima de qualquer interesse individual.

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Por essa razão, aliás, o Palmeiras, entre os candidatos ao título da Série A, será o único clube a atuar durante a atual Data Fifa, mesmo com a equipe extremamente desfalcada em razão de atletas convocados para suas seleções.

Compreendemos que o crescimento coletivo da nossa indústria exige renúncias, espírito de colaboração e o fim do egoísmo que, lamentavelmente, ainda norteia a conduta de dirigentes que ora apelam à gritaria, ora recorrem a acusações sem provas para justificar resultados negativos.

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Neste sentido, esperamos que o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) seja enérgico com aqueles que, de forma irresponsável, lançam suspeitas indevidas sobre pessoas e instituições.

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