Lulinha Tavares: “Treinamento mental é a cereja do bolo para atletas de alto rendimento”

Especialista destaca que treino cognitivo e emocional garante foco, constância e melhor tomada de decisão.
Lulinha Tavares
FOTO: INSTAGRAM/LULINHA TAVARES

Primeiramente, atletas de alto rendimento enfrentam múltiplas pressões. Vivem sob a expectativa da torcida, a cobrança da comissão técnica, falhas públicas, grandes jogos, críticas da mídia, lesões e até demandas familiares. A soma dessas pressões externas com as internas, como provar valor, manter a forma física e transformar talento em resultado. Tudo isso pode afetar diretamente a performance e a estabilidade emocional do atleta.

É nesse contexto que o preparador mental se torna fundamental. Profissionais como Lulinha Tavares trabalham com atletas de diversas modalidades, ajudando a desenvolver foco, reduzir ansiedade, recuperar confiança após erros ou lesões e manter constância mesmo sob pressão intensa.

Lulinha explica como atletas podem melhorar o desempenho?

A saúde mental é vista como base para que o desempenho em campo seja consistente e eficaz. “O treinamento mental hoje a gente pode dividir ele entre a parte fria do cérebro e a parte quente do cérebro”, explicou Lulinha, detalhando a abordagem que utiliza com atletas de diversas modalidades no Brasil e no exterior há 17 anos.

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Sobre a parte fria do cérebro, ele explicou: “É a parte mecânica. No que diz respeito à parte mecânica do cérebro operacional, a gente trabalha hoje os treinamentos cognitivos. Esse trabalho inclui atenção, concentração, visão periférica, velocidade de reação e controle de impossibilidade”, destacou.

Ademais, Lulinha Tavares explica como o treinamento cognitivo ajuda o atleta a melhorar habilidades essenciais para o desempenho em campo. “Melhora no estado de atenção, melhora no nível de concentração, melhora na visão periférica, melhora na velocidade da reação, no controle de impossibilidade”.

O especialista acrescentou: “Somados ajuda a melhorar a tomada de decisão, que é a nova fronteira de desenvolvimento do atleta”. Nesse sentido, ele ressalta que, em jogos rápidos e com espaços reduzidos, cada decisão depende de reflexos precisos e memória operacional bem treinada.

O que é parte quente do cérebro?

A parte quente do cérebro, segundo ele, está ligada a emoções e autocontrole. “Autoconhecimento, autogestão e autorregulação. É você controlar as suas emoções. A saúde mental é a base, mas a performance mental é a cereja do bolo”, afirmou.

Lulinha destacou ainda a importância de cuidar do entorno do atleta, como os familiares: “Ao redor do atleta, você tem todo um corpo funcionando. O atleta tem os pais, muitas vezes a esposa. Ele está longe do seu habitat. Todo esse entorno precisa ser cuidado.” Dessa forma, o trabalho garante suporte emocional não só ao atleta, mas também à família.

Um dos métodos utilizados Mente Renovada, Vida Transformada método focado na alta performace da MR3 Academy. “Eu renovo a minha mente e eu transformo o meu rendimento. Aí eu penso, eu sinto, eu faço”, disse Lulinha, mostrando como a técnica integra preparo mental e físico para melhorar o desempenho.

Por fim, a MR3 Academy, empresa que ele coordena no Rio de Janeiro, oferece avaliação e treinamento cognitivo completo: “É uma academia do cérebro e da mente, onde você treina atenção, reação, visão periférica, controle de impossibilidade, tomada de decisão. Atendemos desde pré-adolescentes até atletas maduros, em competições nacionais e internacionais, e em modalidades diversas como tênis, vôlei e MMA.”

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