Conmebol mantém final da Libertadores em Lima apesar da crise política no Peru; saiba detalhes

Entidade reforça confiança na segurança da capital peruana após destituição da presidente Dina Boluarte e garante apoio da FPF
Conmebol mantém final da Libertadores com jogo único
Foto: Divulgação/ X Alejandro Domínguez @agdws

A Conmebol decidiu manter a final da Copa Libertadores da América no Estádio Monumental de Lima, mesmo após a destituição da presidente peruana Dina Boluarte. A entidade avalia que a situação política no Peru, embora instável, não oferece riscos à realização da partida.

A Agência RTI Esporte apurou que o presidente da Federação Peruana de Futebol (FPF), Agustín Lozano, tem conversado diretamente com o mandatário da Conmebol, Alejandro Domínguez, e reforçou que o ambiente no país é seguro.

A entidade local garante que o novo governo demonstrou total disposição em apoiar o evento, assegurando logística e segurança reforçada para clubes, patrocinadores, colaboradores, torcedores e imprensa.

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Apesar de protestos isolados na capital peruana e outras cidades, a FPF e as autoridades peruanas afirmam que não há indícios de ameaça à realização da final do torneio continental, prevista para o fim deste mês.

Ainda segundo apurou a reportagem, a permanência da final em Lima também reforça a postura da Conmebol de não ceder à instabilidade política dos países-sede, mantendo o foco na organização e na segurança do espetáculo esportivo.

“A FPF fará todos os esforços para manter tudo funcionando perfeitamente. Há uma boa chance de que a gestão seja positiva porque o novo governo indicou total disposição de apoiar e nada do que foi organizado será alterado”, disse uma fonte ligada à federação.

Entenda a situação

Em 10 de outubro de 2025, o Congresso do Peru destituiu a presidente Dina Boluarte por “incapacidade moral permanente”. Isso porque ela não conseguiu combater a crescente onda de violência e extorsões no país.

Desse modo, a decisão acabou sendo tomada após a divulgação de escândalos envolvendo sua administração. Isso porque seu patrimônio é incompatível com seu salário. Além disso, ela também responde a processo por abuso de poder.

José Jerí, então presidente do Congresso do Peru, assumiu o cargo de presidente interino. Desde então, vem adotando o discurso de enfrentar os desafios de segurança e a restaurar a confiança pública nas instituições.

A crise política no Peru é marcada por instabilidade institucional, com frequentes mudanças de liderança nos últimos anos. A destituição de Boluarte reflete uma erosão estrutural do sistema político peruano que marcou confrontos entre o Executivo e o Legislativo.

O país enfrenta desafios significativos, incluindo uma taxa elevada de homicídios e extorsões, além de uma fragmentação política que dificulta a implementação de políticas eficazes. A situação segue tensa, com protestos populares exigindo mudanças mais profundas e eleições gerais previstas para 2026.

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