O ex-jogador Robinho, do Santos, abriu o jogo sobre a sua rotina na P2 de Tremembé, penitenciária localizada no interior de São Paulo. De acordo com o ex-atleta, em vídeo compartilhado pela ONG Conselho Comunidade de Taubaté, não há privilégios e distinção por ele ter sido jogador de futebol.
“A alimentação, o horário que durmo, é tudo igual aos outros reeducandos. Nunca comi nenhuma comida diferente, nunca tive nenhum tratamento diferente. Na hora do meu trabalho, faço tudo aqui que todos os outros reeducandos também são possíveis de fazer. Quando a gente quer jogar um futebol, é liberado quando não tem trabalho no dia de domingo”, comentou.
Robinho também revelou detalhes de visitas da esposa e de outros familiare, como os seus filhos. Conforme o ex-jogador, o protocolo oferecido a ele é o mesmo que também contempla os demais detentos da P2 de Tremembé.
“Nunca tive nenhum tipo de benefício. As visitas são aos sábados ou domingos. Quando minha esposa não vem sozinha, vem com meus filhos. O mais velho joga e os dois mais novos podem vir. A visita é igual e o tratamento é igual para todo mundo. As mentiras que tem saído que sou liderança, que eu tenho problema psicológico. Nunca tive isso, nunca tive que tomar remédio, graças a Deus. Apesar da dificuldade que é estar numa penitenciária, normal, mas graças a Deus sempre tive uma cabeça boa e estou fazendo tudo aquilo que todos reeducandos também podem fazer”, explicou.
Relembre o caso Robinho
Robinho cumpre nove anos de prisão após se envolver em um caso de estupro coletivo contra uma mulher albanesa. O ex-jogador do Santos foi condenado em três instâncias da Justiça italiana.
A sentença foi proferida pela 3ª Seção Penal do Supremo Tribunal de Cassação, em Roma, em janeiro de 2022. Na ocasião, Robinho estava no Brasil.
Para cumprir a lei, o Ministério de Justiça da Itália solicitou a extradição do ex-jogador, o que foi recusado pelo Governo brasileiro, já que Robinho é um cidadão do país.
Neste prisma, os italianos buscaram o STJ para homologar a sentaça no Brasil. Desta forma, a entidade determinou que o ex-jogador cumprisse a pena em regime fechado no Brasil.
Além do Santos, Robinho também somou passagens por grandes equipes do futebol europeu. O atleta vestiu as camisas do Milan, do Real Madrid e ainda disputou duas Copas do Mundo pela Seleção Brasileira: 2006 e 2010.


