Antes de tudo, o técnico Renê Simões analisou a grande decisão da Libertadores entre Flamengo e Palmeiras, marcada para o dia 29, no Monumental de Lima, no Peru. Em entrevista ao Manchete Esportiva, ele destacou o domínio brasileiro no continente e elogiou a gestão dos dois clubes. “Eles estão dentro de um fair play financeiro, em condições de organização e administração”, afirmou o treinador.
Renê Simões comentou as críticas vindas de técnicos estrangeiros, como Marcelo Gallardo (River Plate) e Gustavo Costas (Racing). Eles pediram fair play financeiro, senão, Flamengo e Palmeiras vão continuar dominando a competição. Para Renê, esse comentário não é justo.
“Não consigo entender que fair play financeiro eles querem. O Palmeiras e o Flamengo produzem dinheiro, têm lastro. Isso é o certo. Fair play é não gastar o que não se tem, como fazem outros clubes endividados. Também deveríamos perdir fair play financeiro para disputar o Mundial de Clubes?. Acho que isso tem que ser em cada país, em cada região”, opinou.
O treinador também enalteceu a importância da base. “O Palmeiras não fatura só com o time profissional. Tem mais de cem jogadores espalhados pelo mundo, que dão retorno financeiro. Isso é gestão. O Flamengo segue o mesmo caminho. Fico feliz em ver clubes se organizando e torço para que outros façam o mesmo”, disse Renê Simões.
Ele analisou ainda a evolução do futebol brasileiro em relação à Europa. “Durante muito tempo fomos os melhores executores, mas pensávamos pouco o jogo. O futebol agora é mais coletivo e pensado. Se dermos criatividade aos nossos jogadores, podemos rivalizar e até ganhar um Mundial”, observou o técnico.
Renê elogiou o intercâmbio internacional promovido por competições como a Libertadores e o Mundial de Clubes. “É sempre bom quando há esse contato. As marcações estão mais fortes, os encaixes mais definidos, e o jogo se tornou mais estratégico. Isso faz o futebol crescer”, avaliou.
Ao comparar os estilos dos finalistas, o treinador destacou diferenças claras. “O Flamengo joga com mais toque, mais refinamento, com um estilo abrasileirado. O Palmeiras é mais europeu, eficiente e tático. Não é crítica, é constatação. O Abel trabalha muito bem, li o livro dele e o considero excepcional”, declarou Renê.
Ele também aproveitou para mencionar o Bahia. “É um time que pratica um futebol bonito, embora não tenha a mesma qualidade técnica de Palmeiras e Flamengo. Mesmo assim, mostra evolução e merece destaque”, completou o treinador.
Por fim, Renê evitou cravar um favorito para a final, mas apostou em um duelo decidido no tempo normal. “São dois times que não jogam esperando prorrogação. Deve se resolver nos 90 minutos, ou 100, a favor de um ou de outro. Vai ser uma grande decisão”, encerrou.




