Celso Barros, ex-presidente da Unimed Rio e pré-candidato à presidência do Fluminense, morreu neste sábado, 15, aos 72 anos. O médico sofreu um infarto no início da tarde no Rio de Janeiro. Ele presidiu a cooperativa médica, que foi um dos principais patrocinadores do clube de 1999 a 2014.
Ele comandou a Unimed-Rio durante o mais longo patrocínio da história tricolor. Essa parceria, que ajudou a moldar o clube dentro e fora de campo, financiou elencos fortes, reforçou a ambição esportiva e deu ao time capacidade para competir com os maiores do país.
Além disso, o aporte da empresa sustentou ciclos vitoriosos. O clube conquistou dois Brasileiros, em 2010 e 2012, e venceu a Copa do Brasil de 2007. Esses títulos elevaram o Fluminense a um novo patamar competitivo.
A presença de Celso Barros não se limitou ao patrocínio. Mais tarde, ele voltou ao clube como vice-presidente geral e buscou influenciar a política interna. Sua defesa de um modelo mais profissional ganhou espaço nos debates. Ele propôs a criação do cargo de CEO do futebol.
A ideia envolvia gestão técnica, governança e transparência. Essa agenda tentou aproximar o clube de estruturas modernas do esporte. Contudo, a proposta não avançou. Mesmo assim, colocou em pauta questões ignoradas por gestões anteriores.
Celso Barros teve trabalho questionado na última passagem pelo Fluminense
Apesar dos avanços, a passagem de Celso Barros acumulou críticas. Sua atuação no departamento de futebol foi alvo de questionamentos. Contratações de baixo impacto desgastaram sua imagem. Houve atritos públicos com o presidente Mário Bittencourt.
Segundo Celso Barros, faltou autonomia na condução do futebol. A relação turbulenta provocou desgaste e expôs a fragmentação política. Em sua despedida, ele expressou preocupação com a situação financeira do clube.
Também avaliou como fracas as campanhas em torneios internacionais. Essas declarações acentuaram o clima de tensão. Mesmo com polêmicas, o papel de Celso Barros segue influente. Seu legado reflete uma era de conquistas e de forte investimento.
No entanto, revela também dificuldades internas e divergências estratégicas. Assim, o nome de Celso Barros continua a dividir opiniões. Seus feitos esportivos são reconhecidos, mas suas decisões políticas ainda geram debate.
O impacto de Barros permanece visível. Sua presença ajudou a transformar a estrutura do clube. Porém, suas escolhas continuam sob análise. O resultado final é um legado ambíguo, capaz de inspirar, mas também de dividir.




