Celso Barros: Ex-zagueiro detona passagem da Unimed pelo Fluminense

Ex-presidente da Unimed Rio morre deixando legado controverso; ex-jogador afirma que parceria prejudicou a base tricolor.
Legado complexo de Celso Barros no Fluminense ainda provoca debate interno
Foto: Divulgação/ Facebook Celso Barros

Antes de tudo, Celso Barros, ex-presidente da Unimed-Rio e figura central do período em que a cooperativa patrocinou o futebol do Fluminense, morreu no último sábado (15). Pré-candidato nas eleições de 29 de novembro, para o triênio 2026-2029, ele foi vítima de um infarto.

A notícia reacendeu o debate sobre o legado deixado pela parceria, que marcou uma era no clube. Entre as reações, o ex-zagueiro Flávio Tinoco relembrou, com franqueza, como o modelo interferiu no profissional e na base.

“O Fluminense teve a Unimed como um divisor de águas, isso em poder financeiro, investimento, em poder potencializar mais a sua equipe profissional. Mas, especificamente voltado para a base, a Unimed foi muito ruim para o Fluminense, né? Porque a Unimed não fazia todo o investimento que ela fazia nos atletas do profissional na base do clube”. Em seguida, reforçou: “Eu entendo que isso aí é fundamental para a vida de qualquer clube, principalmente para a saúde financeira do clube”.

Flávio Tinoco também criticou o ambiente interno do Fluminense?

A crítica se estendeu ao ambiente interno: “O Fluminense vivia nos tempos de Unimed, logicamente vocês jornalistas tinham esse conhecimento, né? Eram grupos diferentes dentro do clube. Um grupo recebia pelo ano em média, outro grupo recebia do clube, outro grupo tava com salário negociado para receber uma parte do ano em média, outra parte que negociou com o clube. Então era uma gestão muito difícil, muito complexa”.

O ex-zagueiro lembrou que viveu a época por dentro: “Eu nunca vi a Unimed com bons olhos para a vida futura do Fluminense, né? A gente via muito investimento em atletas de grande potencial que valorizava demais a marca do Fluminense, mas em paralelo isso não acontecia com a base”. Contou ainda que, naquele período, “eu fui o único atleta que, quando teve aquela virada ali, cheguei a jogar no profissional”.

Flávio Tinoco relatou as dificuldades para ganhar espaço: “Para eu pegar o profissional, eu lembro muito bem que três atletas tiveram que ter um problema de saúde para poder entrar. (…) se isso não acontecesse, eu não ia ter a oportunidade de chegar ao profissional”. Para ele, muitos talentos ficaram pelo caminho “por conta dessa parceria, que potencializava a equipe profissional, mas em paralelo não investia na base”.

O ex-jogador defendeu que formação é vital: “A base para mim é o coração de qualquer clube”. E concluiu projetando: “A gente espera que o Mário consiga recuperar a saúde financeira do clube. Eu estou torcendo muito para que ele consiga alcançar todos os objetivos dele dentro do clube, porque eu sei que são grandes e que passam principalmente por fortalecer a base do clube”.

Assista à entrevista na íntegra!

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