Flamengo: Agustín Rossi dobra a aposta e supera marca histórica de Diego Alves em tempo recorde

Flamengo vê goleiro atingir 61 jogos sem sofrer gols em apenas duas temporadas
Flamengo: Agustín Rossi dobra a aposta e supera marca histórica de Diego Alves em tempo recorde
Foto: Gilvan de Souza/ Flamengo

Antes de mais nada, a regularidade costuma separar os bons goleiros dos que marcam época. No Flamengo, por exemplo, o argentino Agustín Rossi vem construindo esse caminho com pressa e precisão.

Em apenas duas temporadas completas, o camisa 1 rubro-negro alcançou 61 partidas sem sofrer gols, um número que chama a atenção não só pela frieza estatística, mas pela velocidade com que foi atingido. Agustín Rossi disputou 139 jogos pelo clube e saiu ileso em 61 deles.

Ou seja, quase metade de suas atuações terminaram com a rede rubro-negra intacta. É um índice difícil de ver no futebol brasileiro, em que a maratona de partidas, viagens e tabelas apertadas costuma cobrar seu preço nos sistemas defensivos.

A comparação inevitável recai sobre Diego Alves. O ídolo histórico do Flamengo, protagonista de conquistas marcantes e figura determinante em decisões, precisou de cinco temporadas para alcançar o mesmo número de jogos sem sofrer gols.

Nada que diminua sua trajetória, mas o contraste reforça o impacto imediato de Agustín Rossi. Além disso, o estilo do argentino ajuda a explicar parte do fenômeno. Ele trabalha com movimentos econômicos, saltos controlados e uma leitura de jogo que antecipa o perigo.

Não há exageros, apenas eficiência. A defesa também colabora, claro, com linhas mais compactas e saída rápida para evitar o chute limpo do adversário. Ainda assim, o goleiro virou referência mesmo quando o Flamengo sofreu com instabilidade tática e lesões na zaga.

Marca eleva pressão e expectativas para as próximas temporadas

Antes de tudo, o recorde não traz apenas celebrações. Ele abre discussão sobre o peso de Agustín Rossi no sistema defensivo do Flamengo e coloca um holofote maior sobre suas próximas atuações, sobretudo, contra o Palmeiras na final da Copa Libertadores da América.

Com o Flamengo novamente envolvido em disputas de alto nível, o goleiro argentino passa a ser visto como peça-chave na briga pelo título continental e também do Campeonato Brasileiro. Além disso, a marca estabelece um novo padrão interno.

Agora, qualquer goleiro que vestir a camisa rubro-negra terá como referência não só Diego Alves, mas o desempenho acelerado e consistente de Agustín Rossi. Para a torcida rubro-negra, fica a sensação de segurança.

Para Agustín Rossi, por outro lado, a missão é seguir acumulando jogos perfeitos. No ritmo atual, o argentino já começa a flertar com fronteiras que poucos goleiros do futebol brasileiro atravessaram nos últimos anos.

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