Flamengo estreia na Copa Intercontinental sob risco financeiro e prevê prejuízo em caso de queda; entenda

Clube enfrenta o Cruz Azul, em Doha, e projeta perdas caso não avance no torneio internacional

Flamengo estreia na Copa Intercontinental sob risco financeiro e prevê prejuízo em caso de queda; entenda

Antes de mais nada, o Flamengo estreia nesta quarta-feira, 10, contra o Cruz Azul, do México, pela Copa Intercontinental, em Doha, no Catar, em meio a um cenário que combina ambição esportiva e cautela financeira.

A Agência RTI Esporte apurou que a diretoria rubro-negra, apesar do apelo internacional da competição, reconhece internamente que o torneio pode resultar em prejuízo caso o Flamengo não consiga avançar de fase.

A avaliação interna é de que os custos operacionais superam a premiação nas etapas iniciais. Despesas com fretamento de aeronaves, hospedagem, alimentação, transporte local e manutenção de estrutura inflaram o orçamento da viagem.

Diante disso, o clube não trata a Copa Intercontinental como fonte imediata de lucro, mas como investimento esportivo de risco. No cenário mais negativo, uma eliminação logo na estreia significaria perda aproximada de 600 mil euros (R$ 3,7 milhões, na cotação atual).

Esse cálculo considera a diferença entre a premiação pela participação e os gastos totais estimados. Mesmo uma vitória no primeiro confronto contra a equipe mexicana não garante equilíbrio financeiro.

Ainda segundo apurou a reportagem, se o Flamengo avançar e for eliminado na fase seguinte, contra o Pyramids, do Egito, o impacto diminui, mas persiste. Nesse caso, o prejuízo projetado é de cerca de 200 mil euros (R$ 1,2 milhão).

Assim, apenas seguir adiante no torneio não é suficiente para compensar totalmente as despesas. A estrutura de premiação ajuda a explicar o desequilíbrio. O clube eliminado no primeiro jogo recebe 1 milhão de euros (R$ 6,3 milhões).

Na semifinal, o prêmio sobe para 2 milhões de euros (R$ 12,6 milhões). O vice-campeão embolsa 4 milhões, enquanto o campeão recebe 5 milhões de dólares. Pelas projeções internas, o Flamengo só passa a registrar lucro real se alcançar a decisão.

Dirigentes criticam formato da competição

Antes de tudo, integrantes do alto comando rubro-negro demonstram insatisfação com o modelo do torneio. De acordo com duas fontes ligadas à diretoria do Flamengo, a avaliação é de que a distribuição das receitas não acompanha o nível dos custos exigidos.

Em conversas reservadas, o cenário chegou a ser classificado como “escárnio”, em referência à diferença entre investimento e retorno financeiro. Nesse contexto, o Flamengo encara a Copa Intercontinental como aposta esportiva de alto risco econômico.

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