Antes de tudo, o Flamengo construiu sua grandeza com ataques históricos, mas também acumula apostas que fracassaram. Ao longo das últimas décadas, vários atacantes chegaram com status de solução imediata e saíram sem deixar saudade. Um deles é Juninho Vieira. Seja por pressão, má escolha ou contexto errado, o fato é direto: nem todo reforço aguenta o peso da camisa rubro-negra.
Nos anos 2000, o clube buscou centroavantes experientes para suprir carências urgentes. Tuta simboliza bem esse período. Artilheiro em outros clubes, teve duas passagens apagadas, pouca entrega e nenhum protagonismo. Ao total foram 10 jogos e quatro gols, nos anos 2000 e 2002. Dessa forma, virou referência negativa. O Flamengo insistiu, porém, o rendimento nunca apareceu dentro de campo.
Mais recentemente, apostas vindas da Europa também decepcionaram. Diogo Luís chegou com expectativa alta após passagem pelo Olympiakos, da Grécia. Contudo, não se adaptou, marcou um gol em 17 jogos e perdeu espaço rápido. Da mesma forma, Pedro Rocha desembarcou como contratação cara, mas conviveu com lesões e raramente esteve disponível.
Além disso, empréstimos internacionais pouco renderam. Marlos Moreno, vindo do Manchester City, foi tratado como oportunidade de mercado, em 2018. No entanto, faltaram intensidade, confiança e poder de decisão. O atacante quase não influenciou jogos e saiu de forma discreta, reforçando que currículo não garante desempenho no Brasil.
Fracassos pontuais, como o de Juninho Vieira, não comprometem a força do Flamengo no mercado
Entre as apostas nacionais, Marcelo Cirino ilustra outro erro de avaliação. Destaque no Athletico, chegou para ser titular absoluto. Porém, não manteve nível, tomou decisões ruins e perdeu regularidade. Consequentemente, virou alvo de críticas e acabou negociado sem grande resistência da diretoria rubro-negra.
Mais recentemente, Juninho Vieira entrou na lista de fracassos. Contratado como aposta para o ataque, não correspondeu às oportunidades recebidas. Faltou impacto, leitura de jogo e efetividade. Mesmo com minutos em campo, não convenceu comissão técnica nem torcida, saindo sem deixar marca relevante.
Em suma, esses casos reforçam uma lição antiga no futebol: no Flamengo, atacante precisa decidir. Nome, investimento ou promessa não jogam sozinhos. Quando a bola rola, só desempenho sustenta permanência. Quem não entrega rápido sente o peso da história e, invariavelmente, deixa o clube pela porta dos fundos.




