Antes de tudo, o Flamengo sabe que a negociação por Kaio Jorge não será resolvida apenas com números. Diante da postura firme do Cruzeiro, a diretoria rubro-negra trabalha com um elemento tradicional do mercado: o convencimento do jogador. A avaliação interna é clara: sem o desejo explícito do atacante, não há negócio possível.
A SAF cruzeirense estabeleceu um patamar considerado fora da realidade brasileira, ao pedir 50 milhões de euros pelo artilheiro de 2025. Dessa forma, o valor esfriou o mercado e afastou interessados externos, o que abriu espaço para o Flamengo insistir. O clube entende que a pedida tende a cair com o passar das semanas.
Com isso, as tentativas iniciais seguiram dois caminhos distintos. Uma proposta financeira direta, na casa dos 30 milhões de euros, foi recusada. Em outra frente, o Flamengo ofereceu Everton Cebolinha, nome bem avaliado por Tite, além de compensação em dinheiro. A resposta também foi negativa, mas sem encerramento definitivo das conversas.
Ademais, o ponto central da estratégia rubro-negra está fora da mesa de negociação. O clube aposta que Kaio Jorge enxerga o Flamengo como um passo esportivo acima, tanto pela vitrine quanto pela chance de títulos imediatos. A diretoria trabalha com a leitura de que esse desejo pode se transformar em pressão interna.
Kaio Jorge se enquadro no perfil que Filipe Luís quer contar no Flamengo?
Atualmente, a busca por um centroavante atende a uma solicitação direta de Filipe Luís, agora de contrato novo. O treinador quer um camisa 9 capaz de se movimentar, atacar profundidade e participar do jogo sem bola. Kaio se encaixa nesse perfil e ganhou força como alternativa após o impasse com a Lazio por Taty Castellanos.
Em suma, no Flamengo, o entendimento é que negociações desse porte não se resolvem com pressa. O clube mantém diálogo aberto, evita leilão público e aguarda o momento em que o Cruzeiro aceite discutir valores mais próximos do mercado nacional. Paciência, nesse caso, é parte da estratégia.




