Antes de tudo, o West Ham United colocou oficialmente Lucas Paquetá no mercado da bola e admite ouvir propostas, inclusive do Flamengo. A decisão passa diretamente pelo cenário financeiro do clube inglês, que busca aliviar a folha salarial e gerar receita com ativos valorizados. Fora dos planos do técnico Nuno Espírito Santo, o brasileiro passou a integrar a lista de negociáveis para a próxima janela.
Internamente, o West Ham entende que o ciclo de Paquetá no clube está próximo do fim. A comissão técnica não vê o meia como peça central do projeto esportivo, e a diretoria avalia que este é o momento mais racional para tentar recuperar parte do investimento feito na contratação junto ao Lyon. O movimento é pragmático e alinhado à realidade financeira do clube.
O estafe do jogador trabalha em duas frentes. O empresário Eduardo Uran prioriza a permanência de Paquetá no futebol europeu, onde acredita que o atleta ainda tem mercado competitivo. Ao mesmo tempo, admite avançar em conversas para um retorno ao Brasil caso as condições esportivas e contratuais sejam consideradas favoráveis ao jogador.
O Flamengo surge como principal interessado no cenário nacional. O clube acompanha a situação há meses e mantém diálogo aberto com representantes do atleta. A diretoria rubro-negra enxerga Paquetá como reforço de impacto técnico e simbólico, capaz de elevar o nível do elenco e reforçar a identidade do time com um jogador formado na base.
Qual é o trunfo do Flamengo para repatriar Lucas Paquetá?
O apoio interno também pesa. Nesse sentido, Marcos Motta, vice-presidente de administração do Flamengo, teve papel ativo na defesa de Paquetá no processo que apura suposto envolvimento em manipulação de resultados na Inglaterra. O dirigente mantém relação próxima com o entorno do jogador e atua como elo institucional nas conversas.
Em junho de 2025, o Flamengo ofereceu 25 milhões de euros, de forma parcelada, que o West Ham rejeitou. À época, o clube inglês considerou o valor abaixo do esperado. Agora, com a mudança de contexto esportivo e financeiro, o cenário é visto como mais flexível, ainda que os ingleses tentem maximizar o retorno.
A negociação, no entanto, segue complexa. Envolve valores elevados, questões jurídicas ainda sensíveis e a concorrência do mercado europeu. Mesmo assim, o Flamengo mantém Paquetá no radar e avalia o momento como oportuno para insistir. Em suma, no mercado da bola, timing é tudo e o relógio começa a jogar a favor do clube brasileiro.




